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| O autor - Crédito: Maurício M. Cunha |
Desprezo pelas vítimas
O que está ocorrendo?
Estamos perdendo o amor pelo
semelhante?
A morte alheia é apenas um
número de estatística?
Vivenciamos terrível pandemia
que diariamente leva muitos à morte. No entanto, algumas pessoas
desdenham por entenderem que é um exagero desnecessário. Ou numa
única palavra: Histeria. E o pior numerosos consideram a perda do
outro um divertimento, tal qual os cristãos sendo massacrados pelas
feras no Coliseu (Roma Antiga) e o César com a multidão
considerando um espetáculo. Nas redes sociais os memes se
multiplicam. Exemplo, o “meme do caixão”, filmado pela BBC,
2017, na realidade é um serviço funerário comum na República do
Gana, onde seis homens pallbeares (portadores
de caixão) dançam ao som de uma música eletrônica e
conduzem um caixão. Em certas situações é bem hilário, mas nem
sempre cabe quando ultrapassa limites pressagiando fenecimentos.
A morte estabeleceu nova
modalidade. O luto não é mais importante. Neste aspecto até que
deveria ser extinto, pois é um sentimento de tristeza, saudade e
depressão. Todavia, o que se percebe atualmente é um distanciamento
da comoção de muitos que estão indiferentes aos entes queridos
alheios. Os interesses materiais está acima dos corpos incógnitos
enrijecidos sem alento.
Quando olhamos para trás
ficamos estarrecidos com a barbaridade de civilizações antigas que
assassinavam por motivos torpes. Doenças dizimavam e os cadáveres
eram deixados aos abutres. E agora podemos julgá-los? No Equador
familiares estão abandonando corpos, vítimas de coronavírus, nas
calçadas, pois não há mais vagas nos cemitérios.
Persevera um vírus (mortal)
que aniquila vidas e por desafeição simplesmente coloca-se num
quadro a fim de comparar com diversas mortes com índices elevados.
Ou seja, para que se preocupar com o coronavírus, têm maiores taxas
de mortes. Doenças cardíacas, renais, gripes, Alzheimer, cirrose,
trânsito, diabetes, etc. Matam muito mais do que o COVID-19. É essa
a justificativa para desprezar uma pandemia que arrasta muitos corpos
para a sepultura? Além disso, esses óbitos mencionados se
estabelecem num período dilatado, enquanto os óbitos por
coronavírus é muito rápido.
Morte
não se compara, morte é uma reflexão do quanto somos frágeis. O
que causa mais estranheza e a insensibilidade dos que acreditam em
Deus. E segundo escritos bíblicos Deus é vida. No livro de Gênesis, Deus é revelado como Criador. E no último livro da Bíblia
encontramos:
“E
ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo
de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o
seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos
toda lágrima; e NÃO
HAVERÁ MAIS MORTE,
NEM HAVERÁ MAIS PRANTO, NEM LAMENTO, NEM DOR; porque já as
primeiras coisas são passadas.”
(Apocalipse
21:3-4).
Então…
Como
acreditar em Deus e considerar as mortes de milhares de
pessoas vítimas do COVID-19, uma banalidade? Talvez por não ser
cristão e não seguir nenhuma religião estou errado? Ou quando o
COVID-19 começar a suplantar em número de mortes todas as demais
doenças, aí sim! Chegou o tempo de se preocupar. É esse o caminho
que deve ser direcionado?
Fazendo
uso Bíblia,
essa é a minha resposta: “PORQUE
NÃO TOMO PRAZER NA MORTE DO QUE MORRE, diz o senhor Deus;
convertei-vos, pois, e vivei." (Ezequiel 18:32).
Maurício
Matos Cunha
16/04/2020

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