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| O autor - Crédito: Maurício M. Cunha |
SÓ ASSIM QUE APRENDEMOS
Há um velho ditado que diz: Quando não se aprende no amor, se aprende na dor. Este
dito popular ganhou robustez nestes tempos de pandemia, quando os
esquecidos foram lembrados pelo Poder
Público
e a Sociedade.
Olvidados
que categorizam
duas classes distintas e
diretamente entrelaçadas à
Saúde e Economia.
O
primeiro se refere aos cidadãos
com mais de sessenta anos ou
até menos considerando seu estado de saúde.
Pessoas
que as políticas
públicas
e privadas pouco concederam importância no
decorrer dos últimos anos em
relação ao seu crescimento
populacional.
Medidas públicas que seguiram
aquém na concessão de
Qualidade
de Vida.
Entre tantos aludo, dois
exemplos de
descasos:
1
- Setores
econômicos que atentam
para produtos com informações nas embalagens com letras miúdas,
ademais
até os mais jovens encontram
dificuldades para interpretar.
2 -
Os planos de saúde
que aumentam
assustadoramente os valores com
o tempo de existência. Ou
seja, maior a idade, maiores os preços cobrados.
A
segunda classe enquadram os TRABALHADORES INFORMAIS, conhecidos
popularmente
como “camelôs”, os
quais representam na
economia, 40,8%
(IBGE, 2017) e continuam
crescendo. Antes
do COVID-19 alcançar
dimensionamento no
Brasil, a maior parcela, nem sequer era lembrado pelas autoridades competentes. Nesta
faixa predominam a
baixa escolaridade e
instruções, refletindo
poucas hipóteses de
inserção
no mercado profissional
formal. As maiorias sem
amparo legal de aposentadoria, saúde
e recursos no enfrentamento
da atual eclosão epidêmica.
Esclarecendo que os camelôs não se resumem meramente aos
vendedores
com barraquinhas
nas calçadas, muitos
não se fixam em lugar algum, até ultrapassam fronteiras.
A
primeira medida deu-se
aos
IDOSOS, cerca 30 milhões,
(IBGE, 2017), no sentido de
isolá-los da sociedade. No
entanto, não se firmou como uma resposta definitiva. Grande parte
dos idosos residem com suas famílias e muitos são provedores.
Determinados aposentados
ao seu modo interpreta que
não faz sentido um forçado confinamento. Pode até parecer uma
analogia irresponsável com
o intuito de dar créditos ao direito de ir e vir dos idosos numa
atmosfera sujeito a perigosa infecção. O
que está em reflexão é o antes, o presente
e o futuro. Assim,
não mais que no
contexto atual querem salvar todos os idosos no desespero. Embora, pensamentos insensíveis
desejam que encontrem Tânatos, de modo a salvar a economia,
ou melhor, o capitalismo.
E
os CAMELÔS? Desassistidos
por anos e anos sobrevivem a
própria sorte. A maioria
sustenta milhões
de dependentes. Camada
considerada
praga da
economia, uma vez que não se
consegue
descontá-los cobranças
diretas de tributos e taxas.
Assim não
pagam impostos. Competem deslealmente com o comércio
formal. Parte dos seus produtos não possuem certificação oficial
de aquisição, etc., entretanto, conseguem vender
produtos de acordo com a necessidade do momento com preços mais em
conta. Também, não se concretiza nesta análise que é um comércio
100% legal. A proposta deste exame está vinculada à
marginalidade viva na
matéria
escura do limbo capitalista.
Portanto, somente, com o
COVID-19 que entenderam que compõem
uma gigantesca engrenagem na
economia brasileira. E que
agora estão apartados
do trabalho informal por uma desafiadora
pandemia.
No
momento todas
as medidas públicas
e privadas são imediatistas, decorrentes
da extrema necessidade de
salvar vidas, pois o mundo
está em tempo de
Guerra. Logo não há
espaço
para burocracias emaranhadas, ações retardadas, avançar
no sentido riscoso adotando
achismos pessoais ou de
outros que encharcam os
crédulos com
pressuposições
incongruentes de
ocasião.
Atenta-se
que o COVID-19, em
certo momento deixará
de ser grande ameaça para a humanidade tal
como as constipações anteriores: Gripe
Russa, 110 milhões de mortos (1889-1890);
Gripe Espanhola, 100 milhões
(1918-1919); Gripe Asiática, 2 milhões (1957-1958);
Gripe
Hong Kong, 3 milhões (1968-1969); Gripe Suína, 17 mil (2009-2010),
etc.
Em todas essas situações,
seguindo Fênix, a economia
sempre renasce. Enquanto
os viajantes
sem retorno
que foram ao encontro de Hela, muitos sem despedidas, de modo infeliz
ficarão na lembrança dos seus entes que
sobreviveram. Após,
cruciantes
lições
do bioma
“agredido”
pelas ações antropomórficas
o que serviu de aprendizado?
Pendências
de amparo continuaram,
tanto para os idosos, camelôs, pobres e desempregados.
No
decorrer crescente demográfico
dos anciões
e camelôs,
porque antes da grave
pandemia do coronavírus,
não eram observados com
dignidade?
Como
será o amanhã (pós coronavírus) para os
IDOSOS e
TRABALHADORES INFORMAIS
(desempregados)?
Serão
colocados à parte como era antes da pandemia?
Ou
continuarão no interesse de
novas readaptações?
Independente
dos inúmeros
resultados
das
propostas
citadas e
diversas que subsistem, o que
se pode refletir
é olhar com diligência às
classes fragilizadas. Uma
lição que jamais deve ser
apagada das
páginas
da História. Os erros do
passado devem ser indicativos
como advertência. Pois, que,
consecutivamente devemos, TODOS, num só sentido tomar
decisões assertivas
nos tempos de TRANQUILIDADE.
Maurício Matos Cunha

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