domingo, 19 de abril de 2020

Auxílio Emergencial Despertou Fantasmas (COVID-19)




Crédito: Maurício M. Cunha
AUXÍLIO EMERGENCIAL DESPERTOU “FANTASMAS”

Em muitos filmes de terror sempre existe personagens curiosos, incrédulos e corajosos que de algum modo incita o aparecimento de fantasmas. Quando as almas desencarnadas ou espectros de demônios (quase sempre do mal) se manifestam, geralmente quem os invocou se dão conta que é mais sensato se afastar das incomodas assombrações. O que não é fácil, pois os espectros sempre desejam ficar no sentido de causar impactos aterrorizantes.

O Governo em caráter de emergência disponibilizou R$ 600,00 de socorro para os mais necessitados. Todavia, o Auxílio Emergencial (AE) aconteceu na mesma situação dos filmes de fantasmas.

No cadastramento para efetivar a distribuição dos seiscentos reais, “descobriu” que milhares de brasileiros não possuíam o Cadastro Pessoa Física (CPF). É claro que muitas estavam irregulares por ter deixado de votar e outras várias pendências. Algumas extraordinárias como o caso de duas mulheres que constavam como falecidas. Na conjunção das pendências, tornaram-se "fantasmas", uma vez que, “deixaram para lá”.

Logo as filas a frente dos locais para acertar esses assuntos tornaram-se fantasmagóricas realidades em todas as cidades brasileiras. Embora, o Governo disponibilizou acelerar através da Internet. Vários “fantasmas” alegaram não possuir citada conexão ou encontravam dificuldades para acessar.

Portanto, os “fantasmas” apareceram, materializando na busca de um benefício de extrema necessidade. Consequentemente gerou longas fileiras nos passeios públicos com raríssimos cuidados de distanciamento. A solução acabou criando outro problema evidenciado nas fraturas do Isolamento Social. Essas extensas filas contrariavam e colocavam essas pessoas em risco e a maioria não eram atendidas. Muitas pernoitando, enfrentando condições precárias, a fim de serem recepcionadas somente depois das nove horas da manhã. Aliás, algumas acolhidas não sustentavam garantia: “tudo resolvido”. A falta de documentos era o empecilho mais comum.

O Poder Público, talvez, não tenha imaginado que havia milhares de brasileiros invisíveis na questão do CPF. Na implementação do AE evidente que a fome não espera indecisões e o CPF tornou-se um empecilho que precisou ser eliminado. Estes fantasmas visíveis levou a uma medida temerária, o qual interrompeu a exigência do CPF. Deliberação que levantou questionamentos de especialistas de segurança financeira sobre possíveis fraudes. Até porque não existiu nenhuma estratégia alternativa, conhecido como plano “B”.  

Compreende-se que estamos num cenário adverso nas quais disposições são tomadas com pouco tempo de planejamento. O COVID-19 avança e nossas defesas ainda estão em fase de adaptação. E além do mais existem desentendimentos entre flexibilizar o Isolamento Social ou Mantê-lo com mais rigor no sentido de conter o alastramento do coronavírus. Traduzidas em duas forças opostas: Manutenção do Emprego de um lado contra Perdas de Vidas. O bom senso responderá à favor do maior e definitivo perecimento.

Após o período de pagamento do AE e do esperançoso controle do COVID-19 esses fantasmas definidamente não devem cair no esquecimento. Essa pandemia revelou essa gente invisível que desempenham importância na Economia, ou seja, com as suas múltiplas atividades. Agora mais do que nunca o Governo conhece esses miseráveis fantasmas que estavam “escondidos” há várias décadas. De certo é importante avaliar todas reais lições. Esses “fantasmas” precisam impreterivelmente se materializar no corpo chamado BRASIL.

Maurício Matos Cunha
19/04/2020

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