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| Crédito: Maurício M. Cunha |
AUXÍLIO EMERGENCIAL
DESPERTOU “FANTASMAS”
Em muitos filmes de terror sempre existe personagens curiosos,
incrédulos e corajosos que de algum modo incita o aparecimento de
fantasmas. Quando as almas desencarnadas ou espectros de demônios
(quase sempre do mal) se manifestam, geralmente quem os invocou se
dão conta que é mais sensato se afastar das incomodas
assombrações. O que não é fácil, pois os espectros sempre
desejam ficar no sentido de causar impactos aterrorizantes.
O Governo em caráter de emergência disponibilizou R$ 600,00 de
socorro para os mais necessitados. Todavia, o Auxílio Emergencial
(AE) aconteceu na mesma situação dos filmes de fantasmas.
No cadastramento para efetivar a distribuição dos seiscentos reais,
“descobriu” que milhares de brasileiros não possuíam o Cadastro
Pessoa Física (CPF). É claro que muitas estavam irregulares por ter
deixado de votar e outras várias pendências. Algumas
extraordinárias como o caso de duas mulheres que constavam como
falecidas. Na conjunção das pendências, tornaram-se "fantasmas", uma
vez que, “deixaram para lá”.
Logo as filas a frente dos locais para acertar esses assuntos
tornaram-se fantasmagóricas realidades em todas as cidades
brasileiras. Embora, o Governo disponibilizou acelerar através da
Internet. Vários “fantasmas” alegaram não possuir citada
conexão ou encontravam dificuldades para acessar.
Portanto, os “fantasmas” apareceram, materializando na busca de
um benefício de extrema necessidade. Consequentemente gerou longas
fileiras nos passeios públicos com raríssimos cuidados de
distanciamento. A solução acabou criando outro problema evidenciado
nas fraturas do Isolamento Social. Essas extensas filas contrariavam
e colocavam essas pessoas em risco e a maioria não eram atendidas.
Muitas pernoitando, enfrentando condições precárias, a fim de
serem recepcionadas somente depois das nove horas da manhã. Aliás,
algumas acolhidas não sustentavam garantia: “tudo
resolvido”. A falta de documentos era o empecilho mais comum.
O Poder Público, talvez, não tenha imaginado que havia milhares de
brasileiros invisíveis na questão do CPF. Na implementação do AE
evidente que a fome não espera indecisões e o CPF tornou-se um
empecilho que precisou ser eliminado. Estes fantasmas visíveis levou
a uma medida temerária, o qual interrompeu a exigência do CPF. Deliberação que levantou questionamentos de especialistas de segurança
financeira sobre possíveis fraudes. Até porque não existiu nenhuma
estratégia alternativa, conhecido como plano “B”.
Compreende-se
que estamos num cenário adverso nas quais disposições são tomadas
com pouco tempo de planejamento. O COVID-19 avança e nossas defesas
ainda estão em fase de adaptação. E além do mais existem
desentendimentos entre flexibilizar o Isolamento Social ou Mantê-lo
com mais rigor no sentido de conter o alastramento do coronavírus.
Traduzidas em duas forças opostas: Manutenção do Emprego de um
lado contra Perdas de Vidas. O bom senso responderá à favor do maior e definitivo perecimento.
Após o período de pagamento do AE e do esperançoso controle do
COVID-19 esses fantasmas definidamente não devem cair no
esquecimento. Essa pandemia revelou essa gente invisível que
desempenham importância na Economia, ou seja, com as suas múltiplas
atividades. Agora mais do que nunca o Governo conhece esses
miseráveis fantasmas que estavam “escondidos” há várias
décadas. De certo é importante avaliar todas reais lições. Esses
“fantasmas” precisam impreterivelmente se materializar no corpo
chamado BRASIL.
Maurício Matos Cunha
19/04/2020

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