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| Crédito: Maurício M. Cunha |
Ano:
1929, o cantor, LUIZ GONZAGA,
com 17 anos, enamorou-se por uma jovem da localidade (Exu, PE), namoro não aprovado pelo pai da moça que julgava Luiz um
zé-ninguém. Levou
uma surra da própria família ao saber que namorava escondido. O pai
da moça queria matá-lo, pois “desonrou” a filha. Luiz
fugiu (1930)
para Fortaleza, se alista no Exército e permanece 16
anos
sem contato com a sua família.
O
poema “RETORNO
DE LUIZ, 1946”
(Maurício Matos Cunha), revive o regresso
do consagrado cantor nordestino, numa
determinada madrugada.
Antes,
segundo o autor, sua
irmã RAIMUNDA
MUNIZ,
pressentia este retorno, por isso a ansiedade da espera (1º
verso). O pai JANUÁRIO,
mais
comedido (4º
verso)
e a
mãe
ANA,
se
emociona
no
reencontro
(11º
verso).
RETORNO
DE LUIZ 1946
Às
vezes abria a porta tirando a tramela.
Predizia:
Mano chegará com
novidade.
O
pai Januário lhe dizia cruel verdade,
Com
brado de ralho: Para
dessa cautela!
Brusca
noite não estava de sentinela,
Um
chamado... Luiz Gonzaga?... Perplexidade.
Chegou
vindo do Rio de Janeiro, saudade.
Todos
acordam de pés descalços no piso.
A
noite do Sertão se torna emoção.
Ana,
mãe soluça…. Lembranças de montão.
Irmã
Muniz o abraçou com belo sorriso.
Escuridão
perde colossal solidão,
Todos
felizes próximo do Rei do Baião.
Maurício
Matos Cunha
Luiz
Gonzaga do Nascimento,
compositor e cantor (1912 – 1989), conhecido em todo o Brasil como
“Rei
do Baião”, tornou-se célebre
ao levar a cultura popular do nordeste (baião, xaxado,
xote e o forro pé de serra). Cantava acompanhado da sanfona, zabumba
e triângulo.

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