sábado, 13 de junho de 2020

Anjo da praia


Imagem ilustrativa - Crédito: Maurício M. Cunha

GEOGRAFIA
Quantos alunos indagaram: Para que serve está aula chata?

No dia 26 de dezembro de 2004, praia de Maikhao, Ilha de Phuket, Tailândia, uma menina inglesa, de 10 anos, TILLY SMITH, que passava as férias na localidade, percebeu graças a AULA de GEOGRAFIA que o mar estava apresentando sinais de um Tsunami, avisou sua mãe e deste modo todos ficaram cientes e abandonaram as pressas a praia. Dez minutos depois chegou a primeira onda e 100 pessoas foram salvas e nenhuma morte ocorreu naquela praia.

 

Anjo da praia*



Bastou apenas um compreensível olhar,

percebeu que aprendeu na vida escolar,

aula de Geografia que tem muito ensinar,

águas estavam recuando naquele mar.



Uma retração, além do que é regular.

Banhistas amaram fato espetacular,

mas, a menina compreendeu não esperar

catástrofe estava instância de chegar



Disse à mãe o prenúncio. Saiam!… Acuar!…

Pessoas compreenderam alertas d’alarmar.

Todos correndo… deixando irregular lugar.



Ambiente estava na iminência de acabar.

Minutos… primeiro “monstro” se mostrar.

Assim Tilly salvou  vidas, soube estudar.

Maurício Matos Cunha

03/06/2020

* Apelido que Tilly recebeu por sua grande ação.


Imagem ilustrativa - Crédito: Maurício M. Cunha


Entrevistado o Professor de Geografia Andrew Kearney, de Tilly, explicou que no trimestre passado, havia ministrado aulas sobre o tsunami aos seus alunos que assimilaram bem.

O Epicentro ocorreu no Oceano Índico, próximo a Costa da Indonésia, ocasionado por um terremoto submarino. Atingiu o litoral da Indonésia, Sri Lanka, India, Tailândia, Malásia, Ilhas Maldivas, Bangladesh e alterações nos efeitos marítimos em países distantes. Calcula-se que o número de vítimas foram mais de 230.000. 

Outra menina também merece ser lembrada, trata-se de Martina Maturana12 anos, que salvou 700 pessoas.

No dia 01 março de 2010, Chile, no arquipélago de Juan Fernández, numa Ilha isolada do Pacífico, Martina sentiu o tremor (abalo sísmico) telefonou para seu pai e avó, mas disseram que tudo estava normal. Porém, Martina avistou da janela  barcos se chocando em alto-mar, correu 400 metros e acionou o alarme.


Informações sobre Tilly Smith e Martina Maturana.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tilly_Smith

https://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2005/01/02/ult729u42865.jhtm

https://extra.globo.com/noticias/mundo/menina-de-12-anos-alertou-sobre-tsunami-apos-terremoto-no-chile-salvou-vidas-diz-jornal-93656.html

independent.co.uk/news/world/americas/how-12-year-old-girl-saved-her-chilean-island-from-catastrophe-1915821.html



sábado, 6 de junho de 2020

Desalento d'alma


Imagem ilustrativa - Crédito: Maurício M. Cunha


Sylvia Plate

             Poetisa, romancista e contista, estadunidense, possuía excelso talento, valendo-se com maestria do gênero confessional, mesmo estilo da poetisa Anne Sexton, isto é, enfatizava nos versos seus próprios sentimentos de vida pessoal: Sexualidade, doença, depressão,…

     Desde nova Sylvia Plate sofria com depressão, doença psiquiátrica, que a levou ao suicídio.


Talvez quando nos encontramos querendo tudo, é porque estamos perigosamente perto de não querer nada.”

                                                                                                                      Sylvia Plate



Desalento d’alma


Sílvia Plate, quanta intelecção escondida?…

Quando a “conheci”, nunca mais esqueci.

Foi um tempo atrás esse encantamento:

Como uma poetisa tão linda sucumbiu?

Evidente que lutava, há muito lutava…

Ano, após anos no seu espaço interior

contra imane incontrolável depressão.

Possuía um talento incomparável na arte

das letras que denunciava seu sentimento.

Era uma batalha sem esperança de vencer

Assim buscou na morte a infinita liberdade.

Todavia, sua poesia não extinguiu seu nome

Pois, versava revelando a dor da própria alma.


Maurício Matos Cunha

05/06/2020


Imagem ilustrativa - Crédito Maurício M. Cunha


Em vida Sylvia Plate publicou um único romance: “A Redoma de Vidro”.

Casada (1955) com o poeta e escritor inglês Ted Hughes (1930-1998), com qual gerou dois filhos.

Em 1962, Plate e Hughes, separaram-se.

Sylvia Plate  * 27/10/1920

  + 11/02/1963


* Efeito Sylvia Plath - termo cunhado pelo psicólogo Jonas C. Kaufman, o qual atribui que escritores mais criativos têm tendência a doenças mentais.







quarta-feira, 27 de maio de 2020

Eterna Noiva


Crédito: Maurício M. Cunha - 27/05/2020

Uma história de Amor,

não correspondido...

Maria Jandira dos Santos, tornou santa sem ter praticado vida religiosa, era prostituta.

Tomei conhecimento através de Ana Paula Ferreira dos Santos, uma amiga virtual de Campinas, SP. Achei a História interessante e quis saber sobre essa “santa”.

Maria Jandira dos Santos, nasceu numa rica família conservadora, Campinas, SP. Por condições antagônicas, mesmo sendo menor de idade, os seus entes decretaram abandoná-la.

Para sobreviver, entrou na vida de meretrício se valendo da sua beleza. Aos 23 anos conhece um amante rico, apaixonam-se. Ele quer tirá-la da vida de prostituição. Todavia, a família do amado, não concorda,  ele a relega terminantemente. 

Desiludida com o (segundo) inclemente abandono  à jovem apaixonada, frustrada,... Veste-se de noiva e se molha de álcool, ateá fogo em si mesma. 

Este trágico ato de amor desvalido a tornou conhecida, pois comoveu toda localidade. Seus amigos lhe dão um enterro digno.

Tempos depois, passou a fazer milagres atendendo pedidos de devotos. O seu túmulo é repleto de placas de agradecimentos de graças alcançadas. Com uma curiosidade apenas flores, pois as velas têm fogo.


Eterna Noiva



O berço que nasceu de sobrenome sério

Não foi satisfatório mantê-la nobreza.

Sua história de vida é total mistério,

Abandonada menor causa estranheza…


Deste modo adentrou caminho adultério,

Sobreviver usando natural beleza,

Dentro casarão de prática de venéreo,

Divertindo seus clientes na safadeza.



Eis que conhece homem rico construtor,

Apaixonam-se sinalizam casamento,

Sair vida profana buscar o certo amor.



Porém, família amado não e a favor.

Ele se vai, ela desilusão, tormento,….

Veste-se de noiva, sucumbe no calor.


Maurício Matos Cunha

26/05/2020


Crédito: Maurício M. Cunha - 27/05/2020.


M
aria Jandira dos Santos (08/05/1911 – 24/08/1934) - Era uma mulher jovem muito linda, rosto de forma elíptica, boca pequena, lábios harmoniosos, olhos grandes bem contornados e clássicos, nariz bem delineado, cabelos negros cheios compridos até a altura dos ombros.

Na vida de meretriz atendia num casarão, pensão da cafetina Laudelina, rua Visconde de Rio Branco. 631, Campinas. (Hoje não existe mais a referida propriedade).

Seu túmulo, encontra-se no número 298, Quadra 28, Cemitério da Saudade, Campinas, SP, muito visitado no dia de finados.

 O título do soneto Eterna Noiva foi inspirado segundo depoimento de um funcionário que experimentou visão de Maria Jandira dos Santos numa certa noite, vestida de noiva à procura do seu amado. 

* Mais informações sobre Maria Jandira dos Santos, pode ser encontrado nos relatos do Historiador e Escritor Eduardo Pin e no livro do Cineasta Dino Menezes. “PRA QUEM ACREDITA EM FANTASMAS”.


quinta-feira, 21 de maio de 2020

LAUDATÓRIO A CASTRO ALVES

"Liberdade" - Crédito: Maurício M. Cunha

Antônio Frederico de CASTRO ALVES (1847–1871), recebeu muitos renomes, talvez o mais conhecido seja: “O POETA DOS ESCRAVOS” no dizer de Joaquim Nabuco. Pois que, escreveu versos e poemas imortais na literatura brasileira sobre os escravos.

Poema (Castro Alves): "O Navio Negreiro" – retrata a situação dos escravos que eram arrancados das suas famílias e terra e confinados como animais em navios negreiros que rumavam locais distantes direto para os senhores e obrigados a trabalhar sob o domínio dos feitores.

Poema (Castro Alves): “Os Escravos” - versa sobre a exploração dos escravos no Brasil. 

CASTRO ALVES foi um poeta nacionalista, social e humano e humanitário. 



Laudatório a Castro Alves


Existiu um período, sombrio, sem brio.

Como sobrenadar num turbulento rio.

Eram clamores lamentosos sem eco.

Sobrestavam no ouvido branco, seco.

Época nuviosa, severa, nefária, infame,...

Nenhum exame de dó... Que vexame!

Eles dormiam nos espaços fechados.

Alguns acorrentados e amordaçados.

Infames índoles dos senhores tiranos.

Indiferente aos sentimentos humanos.

Cruéis modos peculiares e desumanos.

Muitos sofrendo sem saber real razão.

Ou morto na ingrata escapada em vão.

Caçado pelo capitão-do-mato ofensivo.

Tempo iníquo, exclusivamente no cativo.

Batalhando na agricultura um inferno

sob o sol, um efeito nocivo quase eterno.

À noite em lamentos ainda cantavam,

para Zambi e outros deuses saudavam,

na esperança da ingente LIBERDADE.

Ansiavam expectativa pela IGUALDADE.

Porém, seus anseios eram destruídos,

por terríveis abatimentos corroídos.

Mão de obra de uso injusto e lastimoso,

no qual vivenciou indignado, penoso...

Egrégio poeta, naqueles ímpetos graves

dias, Antônio Frederico de Castro Alves.


Maurício Matos Cunha


Sobre a imagem: "Liberdade" ou "Liberdade Negra" não são estes os nomes verdadeiros. Mas induz, pois retrata um homem negro (pai) erguendo para o céu uma criança (filho) com a corrente rompida (escravidão) e uma mulher (mãe) agradecendo. 
Quando registrei está imagem (21/05/2020), este magnifico monumento, encontrava-se abandonado na Praça dos Trabalhadores, Trindade, São Gonçalo, RJ. 
Na base da estátua toda emporcalhada por pichações sem placa (furtada) que identificava: nome oficial do monumento, autor da escultura e ano de inauguração.  
Infelizmente não encontrei informações (até o momento) disponíveis sobre notável obra prima.

Base sem a placa e suja de pichações - Crédito: Maurício M. Cunha

     


terça-feira, 12 de maio de 2020

PROFESSORA ANTONIETA PALMEIRA


Professora Antonieta Palmeira – autor/data imagem desconhecido - reprodução cedida pela Secretaria do CEPAP - 2018

O colégio Estadual Professora Antonieta Palmeira (CEPAP), está situado no bairro do Colubande, São Gonçalo, RJ, excepcionalmente numa região inteiramente urbanizada, predominando conglomerados de residências particulares, condomínios fechados e ínfimos comércios locais.

Neste Colégio pratiquei dois períodos de Estágio Supervisionado de Licenciatura de Geografia- UERJ, 2018. Todavia. o que despertou minha curiosidade foi o interesse, a respeito da Professora Antonieta Palmeira. Logo me deparei com fragmentos da sua História, pois não há registros. O pouco que consegui foram relatos de pessoas ligadas ao educandário relatando que o terreno foi doação da Professora Antonieta Palmeira. No entanto, há uma placa (09/07/1966) na própria Escola atribuindo ao senhor Miguel Sayer.

Tentei saber mais sobre a biografia da Professora Antonieta Palmeira, no entanto o máximo que consegui foi apenas a respectiva foto e uma homenagem póstuma ao título conhecido no Diário Oficial de 11 de agosto de 1966 que somente menciona os 32 anos que a Professora Primária Antonieta Palmeira, dedicou-se ao magistério primário, como pioneira no campo da assistência social numa região que ainda não estava inteiramente tomada pelo urbanismo. O então Governador do antigo Estado do Rio de Janeiro, Paulo Francisco Torres, por decreto denominou o Grupo Escolar de 4ª categoria a denominação de Professora Antonieta Palmeira.

Na data de 20 de abril de 2001 o Governador Anthony Garotinho por decreto transforma em Colégio Estadual Professora Antonieta Palmeira (CEPAP)..

Diligenciei (2018) uma especulação sobre a ilustre Professora Antonieta, na Biblioteca Municipal de São Gonçalo, porém não há nenhuma publicação.

Atualmente (2020) o Colégio atende alunos do Ensino Fundamental; Ensino Médio e Ensino Médio EJA. Diligencia em três turnos: manhã, tarde e noite.


Professora Antonieta Palmeira



Há certas figuras, o tempo não apaga, 

mesmo que não tenha conseguido riqueza

material, porém, construiu sua notável saga.

Tempos difíceis, explicação com franqueza.


Assim permanece nos corações e afaga

gerações que buscam livros sobre a mesa.

Despertando objetivo, concedendo vaga

sala de aula, manter ideal com certeza.


Nossa Professora Antonieta Palmeira,

fundou escola primária espaço ermo

aspecto rural, conseguiu erguer bandeira.


Quantos formandos dos portões estrada poeira,

colheram seu íntegro saber sem meio-termo?

Docente que nos deixou sua força pioneira!


Maurício Matos Cunha

13/05/2020


Pátio e salas de aula - Crédito: Maurício M. Cunha - 24/05/2018


Agradecimentos:

Diretor Geral Leonardo Coimbra

Diretora Adjunta Cíntia Silva Barboza

Professor de Geografia Rafael de Almeida Souza

Professora de Geografia Deise da Costa Brito







quinta-feira, 7 de maio de 2020

AFRO HERANÇA



Crédito: Maurício M. Cunha - setembro de 2018
Na imagem acima pátio interno da Fazenda do Colubandê, São Gonçalo, RJ. O círculo no formato de um poço era parte inferior onde os escravos ficavam alojados. Quando os senhores desejavam qualquer coisa bastava solicitar na referida abertura, os escravos escutavam e saiam por outra entrada, a fim de servir os donos. 
O ambiente embaixo era insalubre quase sem luminosidade diurna. Atualmente está Fazenda, o qual registra importante fase da História dos negros escravos no Brasil,  está abandonada. 

AFRO HERANÇA


O Brasil não seria está mistura atual,
sem os antepassados da terra africana.
Não vieram de forma casual e natural.
Aportaram como escravos, força tirana.

Ainda assim mantiveram tradição ritual,
das suas tribos de Gana, Angola, savana,...
Danças que expõem conexão sobrenatural,
aliviando bárbara vida desumana.

Desde período da monarquia colonial,
até hoje, às raízes d’África emana:
no carnaval, berimbau, arte artesanal,...

Privilégios da nossa alma cultural.
Miscigenou a demografia americana.
Portanto, não há mais divisão irracional.


Maurício Matos Cunha



Crédito: Maurício M. Cunha - novembro de 2017
Templo religioso Afro-brasileiro. Os nichos onde estão as imagens do sincretismo e antepassados foram escavados na própria argila do terreno. 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

LEMBRANÇA FELIZ




Crédito: Décio - 2020.

Um colega que perdeu um irmão vitimado pelo coronavírus indagou:
Você é poeta, faz um poema para esse momento triste o qual estou experimentando?
Foi um pedido impossível de negar…

Nestes tempos de COVID-19, a mítica figura que carrega sua foice, a fim de ceifar milhares
de almas deixa em seu rastro milhões de corações enlutados. Às lágrimas substituíram os risos
que estavam com os seus entes queridos e amigos. Portanto, na condição de poeta, não é meu
dever deixar a tristeza plantada nos corações como único sentimento.


LEMBRANÇA FELIZ



A dor da perda não tem muito o que dizer….
Resta apenas um sentimento de aprender,
Que tudo por aqui é um breve viver,
Assim devemos estar certo p'ra aprender.

Cientes que além de tudo a maior razão e crer,
Que a morte, apesar de causar desprazer,
É vivo apoio que nos faz reconhecer,
Que o tempo sempre traz o amanhecer.

Certeza que um dia temos que devolver,
O que ao longo da vida nos fez acolher,
Deixando belos frutos sem nada dever.

Queridos que foram, deixaram conhecer
Os seus melhores momentos de prazer.
E serão lembrados com nosso bendizer.


Maurício Matos Cunha

26/04/2020



Crédito: Décio - 2020





segunda-feira, 20 de abril de 2020

RETORNO DE LUIZ, 1946 - (Luiz Gonzaga, músico)





Crédito: Maurício M. Cunha
Ano: 1929, o cantor, LUIZ GONZAGA, com 17 anos, enamorou-se por uma jovem da localidade (Exu, PE), namoro não aprovado pelo pai da moça que julgava Luiz um zé-ninguém. Levou uma surra da própria família ao saber que namorava escondido. O pai da moça queria matá-lo, pois “desonrou” a filha. Luiz fugiu (1930) para Fortaleza, se alista no Exército e permanece 16 anos sem contato com a sua família.
O poema “RETORNO DE LUIZ, 1946” (Maurício Matos Cunha), revive o regresso do consagrado cantor nordestino, numa determinada madrugada. Antes, segundo o autor, sua irmã RAIMUNDA MUNIZ, pressentia este retorno, por isso a ansiedade da espera (1º verso). O pai JANUÁRIO, mais comedido (4º verso) e a mãe ANA, se emociona no reencontro (11º verso).



RETORNO DE LUIZ 1946


Raimunda não parava de espiar da janela.
Às vezes abria a porta tirando a tramela.
Predizia: Mano chegará com novidade.
O pai Januário lhe dizia cruel verdade,

Com brado de ralho: Para dessa cautela!
Brusca noite não estava de sentinela,
Um chamado... Luiz Gonzaga?... Perplexidade.
Chegou vindo do Rio de Janeiro, saudade.


Todos acordam de pés descalços no piso.
A noite do Sertão se torna emoção.
Ana, mãe soluça…. Lembranças de montão.

Irmã Muniz o abraçou com belo sorriso.
Escuridão perde colossal solidão,
Todos felizes próximo do Rei do Baião.


Maurício Matos Cunha


Luiz Gonzaga do Nascimento, compositor e cantor (1912 – 1989), conhecido em todo o Brasil como “Rei do Baião”, tornou-se célebre ao levar a cultura popular do nordeste (baião, xaxado, xote e o forro pé de serra). Cantava acompanhado da sanfona, zabumba e triângulo.