quinta-feira, 21 de maio de 2020

LAUDATÓRIO A CASTRO ALVES

"Liberdade" - Crédito: Maurício M. Cunha

Antônio Frederico de CASTRO ALVES (1847–1871), recebeu muitos renomes, talvez o mais conhecido seja: “O POETA DOS ESCRAVOS” no dizer de Joaquim Nabuco. Pois que, escreveu versos e poemas imortais na literatura brasileira sobre os escravos.

Poema (Castro Alves): "O Navio Negreiro" – retrata a situação dos escravos que eram arrancados das suas famílias e terra e confinados como animais em navios negreiros que rumavam locais distantes direto para os senhores e obrigados a trabalhar sob o domínio dos feitores.

Poema (Castro Alves): “Os Escravos” - versa sobre a exploração dos escravos no Brasil. 

CASTRO ALVES foi um poeta nacionalista, social e humano e humanitário. 



Laudatório a Castro Alves


Existiu um período, sombrio, sem brio.

Como sobrenadar num turbulento rio.

Eram clamores lamentosos sem eco.

Sobrestavam no ouvido branco, seco.

Época nuviosa, severa, nefária, infame,...

Nenhum exame de dó... Que vexame!

Eles dormiam nos espaços fechados.

Alguns acorrentados e amordaçados.

Infames índoles dos senhores tiranos.

Indiferente aos sentimentos humanos.

Cruéis modos peculiares e desumanos.

Muitos sofrendo sem saber real razão.

Ou morto na ingrata escapada em vão.

Caçado pelo capitão-do-mato ofensivo.

Tempo iníquo, exclusivamente no cativo.

Batalhando na agricultura um inferno

sob o sol, um efeito nocivo quase eterno.

À noite em lamentos ainda cantavam,

para Zambi e outros deuses saudavam,

na esperança da ingente LIBERDADE.

Ansiavam expectativa pela IGUALDADE.

Porém, seus anseios eram destruídos,

por terríveis abatimentos corroídos.

Mão de obra de uso injusto e lastimoso,

no qual vivenciou indignado, penoso...

Egrégio poeta, naqueles ímpetos graves

dias, Antônio Frederico de Castro Alves.


Maurício Matos Cunha


Sobre a imagem: "Liberdade" ou "Liberdade Negra" não são estes os nomes verdadeiros. Mas induz, pois retrata um homem negro (pai) erguendo para o céu uma criança (filho) com a corrente rompida (escravidão) e uma mulher (mãe) agradecendo. 
Quando registrei está imagem (21/05/2020), este magnifico monumento, encontrava-se abandonado na Praça dos Trabalhadores, Trindade, São Gonçalo, RJ. 
Na base da estátua toda emporcalhada por pichações sem placa (furtada) que identificava: nome oficial do monumento, autor da escultura e ano de inauguração.  
Infelizmente não encontrei informações (até o momento) disponíveis sobre notável obra prima.

Base sem a placa e suja de pichações - Crédito: Maurício M. Cunha

     


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