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| "Liberdade" - Crédito: Maurício M. Cunha |
Antônio Frederico de CASTRO ALVES (1847–1871), recebeu muitos renomes, talvez o mais conhecido seja: “O POETA DOS ESCRAVOS” no dizer de Joaquim Nabuco. Pois que, escreveu versos e poemas imortais na literatura brasileira sobre os escravos.
Poema (Castro Alves): "O Navio Negreiro" – retrata a situação dos escravos que eram arrancados das suas famílias e terra e confinados como animais em navios negreiros que rumavam locais distantes direto para os senhores e obrigados a trabalhar sob o domínio dos feitores.
Poema (Castro Alves): “Os Escravos” - versa sobre a exploração dos escravos no Brasil.
CASTRO ALVES foi um poeta nacionalista, social e humano e humanitário.
Laudatório
a Castro Alves
Existiu um período, sombrio, sem brio.
Como sobrenadar num turbulento rio.
Eram clamores lamentosos sem eco.
Sobrestavam no ouvido branco, seco.
Época nuviosa, severa, nefária, infame,...
Nenhum exame de dó... Que vexame!
Eles dormiam nos espaços fechados.
Alguns acorrentados e amordaçados.
Infames índoles dos senhores tiranos.
Indiferente aos sentimentos humanos.
Cruéis modos peculiares e desumanos.
Muitos sofrendo sem saber real razão.
Ou morto na ingrata escapada em vão.
Caçado pelo capitão-do-mato ofensivo.
Tempo iníquo, exclusivamente no cativo.
Batalhando na agricultura um inferno
sob o sol, um efeito nocivo quase eterno.
À noite em lamentos ainda cantavam,
para Zambi e outros deuses saudavam,
na esperança da ingente LIBERDADE.
Ansiavam expectativa pela IGUALDADE.
Porém, seus anseios eram destruídos,
por terríveis abatimentos corroídos.
Mão de obra de uso injusto e lastimoso,
no qual vivenciou indignado, penoso...
Egrégio poeta, naqueles ímpetos graves
dias, Antônio Frederico de Castro Alves.
Maurício Matos Cunha
Sobre
a imagem: "Liberdade" ou "Liberdade Negra" não
são estes os nomes verdadeiros. Mas induz, pois retrata um homem
negro (pai) erguendo para o céu uma criança (filho) com a corrente
rompida (escravidão) e uma mulher (mãe) agradecendo.
Quando
registrei está imagem (21/05/2020), este magnifico monumento,
encontrava-se abandonado na Praça dos Trabalhadores, Trindade, São
Gonçalo, RJ.
Na
base da estátua toda emporcalhada por pichações sem placa
(furtada) que identificava: nome oficial do monumento, autor da
escultura e ano de inauguração.
Infelizmente
não encontrei informações (até o momento) disponíveis sobre
notável obra prima.
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| Base sem a placa e suja de pichações - Crédito: Maurício M. Cunha |


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