segunda-feira, 27 de abril de 2020

LEMBRANÇA FELIZ




Crédito: Décio - 2020.

Um colega que perdeu um irmão vitimado pelo coronavírus indagou:
Você é poeta, faz um poema para esse momento triste o qual estou experimentando?
Foi um pedido impossível de negar…

Nestes tempos de COVID-19, a mítica figura que carrega sua foice, a fim de ceifar milhares
de almas deixa em seu rastro milhões de corações enlutados. Às lágrimas substituíram os risos
que estavam com os seus entes queridos e amigos. Portanto, na condição de poeta, não é meu
dever deixar a tristeza plantada nos corações como único sentimento.


LEMBRANÇA FELIZ



A dor da perda não tem muito o que dizer….
Resta apenas um sentimento de aprender,
Que tudo por aqui é um breve viver,
Assim devemos estar certo p'ra aprender.

Cientes que além de tudo a maior razão e crer,
Que a morte, apesar de causar desprazer,
É vivo apoio que nos faz reconhecer,
Que o tempo sempre traz o amanhecer.

Certeza que um dia temos que devolver,
O que ao longo da vida nos fez acolher,
Deixando belos frutos sem nada dever.

Queridos que foram, deixaram conhecer
Os seus melhores momentos de prazer.
E serão lembrados com nosso bendizer.


Maurício Matos Cunha

26/04/2020



Crédito: Décio - 2020





segunda-feira, 20 de abril de 2020

RETORNO DE LUIZ, 1946 - (Luiz Gonzaga, músico)





Crédito: Maurício M. Cunha
Ano: 1929, o cantor, LUIZ GONZAGA, com 17 anos, enamorou-se por uma jovem da localidade (Exu, PE), namoro não aprovado pelo pai da moça que julgava Luiz um zé-ninguém. Levou uma surra da própria família ao saber que namorava escondido. O pai da moça queria matá-lo, pois “desonrou” a filha. Luiz fugiu (1930) para Fortaleza, se alista no Exército e permanece 16 anos sem contato com a sua família.
O poema “RETORNO DE LUIZ, 1946” (Maurício Matos Cunha), revive o regresso do consagrado cantor nordestino, numa determinada madrugada. Antes, segundo o autor, sua irmã RAIMUNDA MUNIZ, pressentia este retorno, por isso a ansiedade da espera (1º verso). O pai JANUÁRIO, mais comedido (4º verso) e a mãe ANA, se emociona no reencontro (11º verso).



RETORNO DE LUIZ 1946


Raimunda não parava de espiar da janela.
Às vezes abria a porta tirando a tramela.
Predizia: Mano chegará com novidade.
O pai Januário lhe dizia cruel verdade,

Com brado de ralho: Para dessa cautela!
Brusca noite não estava de sentinela,
Um chamado... Luiz Gonzaga?... Perplexidade.
Chegou vindo do Rio de Janeiro, saudade.


Todos acordam de pés descalços no piso.
A noite do Sertão se torna emoção.
Ana, mãe soluça…. Lembranças de montão.

Irmã Muniz o abraçou com belo sorriso.
Escuridão perde colossal solidão,
Todos felizes próximo do Rei do Baião.


Maurício Matos Cunha


Luiz Gonzaga do Nascimento, compositor e cantor (1912 – 1989), conhecido em todo o Brasil como “Rei do Baião”, tornou-se célebre ao levar a cultura popular do nordeste (baião, xaxado, xote e o forro pé de serra). Cantava acompanhado da sanfona, zabumba e triângulo.




domingo, 19 de abril de 2020

Soneto de Redenção





crédito: Maurício M. Cunha

Auxílio Emergencial Despertou Fantasmas (COVID-19)




Crédito: Maurício M. Cunha
AUXÍLIO EMERGENCIAL DESPERTOU “FANTASMAS”

Em muitos filmes de terror sempre existe personagens curiosos, incrédulos e corajosos que de algum modo incita o aparecimento de fantasmas. Quando as almas desencarnadas ou espectros de demônios (quase sempre do mal) se manifestam, geralmente quem os invocou se dão conta que é mais sensato se afastar das incomodas assombrações. O que não é fácil, pois os espectros sempre desejam ficar no sentido de causar impactos aterrorizantes.

O Governo em caráter de emergência disponibilizou R$ 600,00 de socorro para os mais necessitados. Todavia, o Auxílio Emergencial (AE) aconteceu na mesma situação dos filmes de fantasmas.

No cadastramento para efetivar a distribuição dos seiscentos reais, “descobriu” que milhares de brasileiros não possuíam o Cadastro Pessoa Física (CPF). É claro que muitas estavam irregulares por ter deixado de votar e outras várias pendências. Algumas extraordinárias como o caso de duas mulheres que constavam como falecidas. Na conjunção das pendências, tornaram-se "fantasmas", uma vez que, “deixaram para lá”.

Logo as filas a frente dos locais para acertar esses assuntos tornaram-se fantasmagóricas realidades em todas as cidades brasileiras. Embora, o Governo disponibilizou acelerar através da Internet. Vários “fantasmas” alegaram não possuir citada conexão ou encontravam dificuldades para acessar.

Portanto, os “fantasmas” apareceram, materializando na busca de um benefício de extrema necessidade. Consequentemente gerou longas fileiras nos passeios públicos com raríssimos cuidados de distanciamento. A solução acabou criando outro problema evidenciado nas fraturas do Isolamento Social. Essas extensas filas contrariavam e colocavam essas pessoas em risco e a maioria não eram atendidas. Muitas pernoitando, enfrentando condições precárias, a fim de serem recepcionadas somente depois das nove horas da manhã. Aliás, algumas acolhidas não sustentavam garantia: “tudo resolvido”. A falta de documentos era o empecilho mais comum.

O Poder Público, talvez, não tenha imaginado que havia milhares de brasileiros invisíveis na questão do CPF. Na implementação do AE evidente que a fome não espera indecisões e o CPF tornou-se um empecilho que precisou ser eliminado. Estes fantasmas visíveis levou a uma medida temerária, o qual interrompeu a exigência do CPF. Deliberação que levantou questionamentos de especialistas de segurança financeira sobre possíveis fraudes. Até porque não existiu nenhuma estratégia alternativa, conhecido como plano “B”.  

Compreende-se que estamos num cenário adverso nas quais disposições são tomadas com pouco tempo de planejamento. O COVID-19 avança e nossas defesas ainda estão em fase de adaptação. E além do mais existem desentendimentos entre flexibilizar o Isolamento Social ou Mantê-lo com mais rigor no sentido de conter o alastramento do coronavírus. Traduzidas em duas forças opostas: Manutenção do Emprego de um lado contra Perdas de Vidas. O bom senso responderá à favor do maior e definitivo perecimento.

Após o período de pagamento do AE e do esperançoso controle do COVID-19 esses fantasmas definidamente não devem cair no esquecimento. Essa pandemia revelou essa gente invisível que desempenham importância na Economia, ou seja, com as suas múltiplas atividades. Agora mais do que nunca o Governo conhece esses miseráveis fantasmas que estavam “escondidos” há várias décadas. De certo é importante avaliar todas reais lições. Esses “fantasmas” precisam impreterivelmente se materializar no corpo chamado BRASIL.

Maurício Matos Cunha
19/04/2020

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Vítimas do COVID-19

O autor - Crédito: Maurício M. Cunha



Desprezo pelas vítimas



O que está ocorrendo?
Estamos perdendo o amor pelo semelhante?
A morte alheia é apenas um número de estatística?
Vivenciamos terrível pandemia que diariamente leva muitos à morte. No entanto, algumas pessoas desdenham por entenderem que é um exagero desnecessário. Ou numa única palavra: Histeria. E o pior numerosos consideram a perda do outro um divertimento, tal qual os cristãos sendo massacrados pelas feras no Coliseu (Roma Antiga) e o César com a multidão considerando um espetáculo. Nas redes sociais os memes se multiplicam. Exemplo, o “meme do caixão”, filmado pela BBC, 2017, na realidade é um serviço funerário comum na República do Gana, onde seis homens pallbeares (portadores de caixão) dançam ao som de uma música eletrônica e conduzem um caixão. Em certas situações é bem hilário, mas nem sempre cabe quando ultrapassa limites pressagiando fenecimentos.
A morte estabeleceu nova modalidade. O luto não é mais importante. Neste aspecto até que deveria ser extinto, pois é um sentimento de tristeza, saudade e depressão. Todavia, o que se percebe atualmente é um distanciamento da comoção de muitos que estão indiferentes aos entes queridos alheios. Os interesses materiais está acima dos corpos incógnitos enrijecidos sem alento.
Quando olhamos para trás ficamos estarrecidos com a barbaridade de civilizações antigas que assassinavam por motivos torpes. Doenças dizimavam e os cadáveres eram deixados aos abutres. E agora podemos julgá-los? No Equador familiares estão abandonando corpos, vítimas de coronavírus, nas calçadas, pois não há mais vagas nos cemitérios.
Persevera um vírus (mortal) que aniquila vidas e por desafeição simplesmente coloca-se num quadro a fim de comparar com diversas mortes com índices elevados. Ou seja, para que se preocupar com o coronavírus, têm maiores taxas de mortes. Doenças cardíacas, renais, gripes, Alzheimer, cirrose, trânsito, diabetes, etc. Matam muito mais do que o COVID-19. É essa a justificativa para desprezar uma pandemia que arrasta muitos corpos para a sepultura? Além disso, esses óbitos mencionados se estabelecem num período dilatado, enquanto os óbitos por coronavírus é muito rápido.
Morte não se compara, morte é uma reflexão do quanto somos frágeis. O que causa mais estranheza e a insensibilidade dos que acreditam em Deus. E segundo escritos bíblicos Deus é vida. No livro de Gênesis, Deus é revelado como Criador. E no último livro da Bíblia encontramos: “E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e NÃO HAVERÁ MAIS MORTE, NEM HAVERÁ MAIS PRANTO, NEM LAMENTO, NEM DOR; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:3-4).
Então… Como acreditar em Deus e considerar as mortes de milhares de pessoas vítimas do COVID-19, uma banalidade? Talvez por não ser cristão e não seguir nenhuma religião estou errado? Ou quando o COVID-19 começar a suplantar em número de mortes todas as demais doenças, aí sim! Chegou o tempo de se preocupar. É esse o caminho que deve ser direcionado?
Fazendo uso Bíblia, essa é a minha resposta: “PORQUE NÃO TOMO PRAZER NA MORTE DO QUE MORRE, diz o senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei." (Ezequiel 18:32).

Maurício Matos Cunha

16/04/2020




quarta-feira, 15 de abril de 2020

COVID-19 e a Cloroquina


C18H26ClN3 versus COVID-19

O autor - Crédito: Maurício M. Cunha 

Dias atrás o Executivo alardeou compra de grande carregamento de CLOROQUINA (C18H26ClN3) da China, é declarou que será a solução contra o COVID-19. Na época não ocorreu entusiasmo da Comunidade da Saúde.

Desde o pronunciamento da maior autoridade do país, já ultrapassamos mais de mil óbitos e continua crescendo, mesmo com medidas de controles dos Estados e muitos Municípios.

E a milagrosa CLOROQUINA?

Primeiro devemos entender que é um medicamento que não apareceu em plena pandemia do COVID-19, foi criado 1934, por Hans Andersag (Bayer). Após a descoberta a Bayer iniciou sua fabricação contra a malária. No entanto, a CLOROQUINA carrega uma História controversa, a própria Bayer, anos depois parou a produção por conta da toxidade. Na década de 40 outros laboratórios consideraram que a CLOROQUINA tinha potencial contra a cura da malária e retornaram a sua fabricação.

Ao longo dos anos a CLOROQUINA foi sendo empregada em outros tratamentos como lúpulo e artrose, inclusive. Na década de 50 contra vírus. Neste andamento nasce uma inquietante inconstância quanto ao COVID-19, os testes em in vitro (cultura de células em laboratório) foram 100% eficazes, no entanto quando se testa em animais e seres humanos não deram certo. Neste ponto existe o “X” da questão. Salientando que a CLOROQUINA têm efeitos colaterais em pacientes com diabetes e problemas cardíacos. Este “X” enigmático carece de amplos estudos confiáveis com o rigor científico, logo nenhum Instituto quer carimbar um selo de garantia definitivo.

* A CLOROQUINA não mata o vírus do COVID-19, dificulta sua entrada na célula, “atrapalha” o invasor de reproduzir na célula.

Nesta corrida onde todos os campos de pesquisas do mundo estão empenhados na cura do COVID-19 a CLOROQUINA e sua variante HIDROCLOROQUINA ainda é candidata junto com outras drogas que estão sendo pesquisadas, logo não se pode afirmar em absoluto sua eficácia.

A OMS pediu aos países para acelerar suas pesquisas, mas qualquer medicamento demora anos para ser confiável antes da sua liberação definitiva. São várias fases que precisam de respostas dupla cega, duplo placebo e uma redução de cerca de 80%. Resposta que até o presente a CLOROQUINA não apresentou com Segurança.

Vários países suspenderam a medicação da CLOROQUINA em pacientes com coronavírus, pois ainda não é confiável.

Donald Trump (28/03/20) liberou somente nos casos em estado graves ou críticos. (* O paciente já está quase indo… Vale qualquer coisa, até mesmo chamar certos pastores evangélicos que curam todo tipo de doença).

No Brasil o Ministério da Saúde não assumiu tamanha responsabilidade e deixou essa “batata quente” nas mãos dos profissionais da Saúde (médicos) que podem ou não receitar a CLOROQUINA.

Em Manaus, tivemos um ensaio (neste ano) com a CLOROQUINA com 81 pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, vírus que causa o COVID-19 e foi suspensa. No terceiro dia, alguns pacientes apresentaram batimentos cardíacos irregulares. No sexto dia, 11 morreram e 40 não diminuíram a carga viral.

Por enquanto, no “treino” quem vence é a CLOROQUINA, mas no “campo” é o COVID-19 que está impondo goleada e goleadas de incertezas.


Maurício Matos Cunha

15/04/2020









terça-feira, 14 de abril de 2020

Poema: HERÓI DA SERRA






Crédito: Maurício M. Cunha


HERÓI DA SERRA

Impossível falar de Campos do Jordão,
Sem mencionar o médico da solução.
Impetuoso combatia disgra infeccioso,
Em qualquer adoentado tuberculoso.

Fundou linha férrea com válida razão.
Trem que vencia Serra na mata solidão,
Levando a dor... O murmúrio lamentoso.
Ao milagroso ilibado ar montanhoso.

Doutor Emílio Ribas, herói das jornadas,
No campo das moléstias que tanto flagela,
Vidas de todas as idades em ossadas.

Hoje suas lutas contra o mal são lembradas:
Bubônica, hanseníase, febre amarela,...
Nos livros, bustos,... Memórias imaculadas.


Maurício Matos Cunha

Rio de Janeiro, 21 de junho de 2015


Emílio Marcondes Ribas, médico, (11/041862 – 19/12/1925), foi um dos maiores sanitaristas brasileiros, fim do século XIX e inicio seculo XX, ao lado de Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz, Vital Brasil e Carlos Chargas. Lutaram contra epidemias e endemias que assolavam o Brasil. Combateu a febre amarela com notável êxito em cidades paulistas. Mal incompreendido deixou-se picar por um mosquito para provar o agente causador da doença. Com o colega Oscar Moreira eliminou os focos de mosquitos no Rio de Janeiro. Fundador Instituto Soroterápico do Butantã e Fundador do Sanatório em Campos do Jordão e idealizador da estrada de ferro para a respectiva cidade, pois o clima de montanha favorecia a cura de tuberculose.


No ano de 2014, CONCURSO NACIONAL CENTENÁRIO ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO (EFCJ), obtive o 2º lugar com o Conto: SAÍDA 92, que encontra-se numa cápsula do tempo, Campos do Jordão, que só será aberta no ano de 2065.



domingo, 12 de abril de 2020

GRATIDÃO DAS PERDIDAS

Imagem ilustrativa

A poetiza, Anna Lins dos Guimarães Peixoto BretasCORA CORALINA, (1889 - 1985) Conservava um carinho e respeito especial pelas meretrizes. Ela na sua meiga simplicidade compreendia que as prostitutas viviam num mundo artificializado e carregavam silenciosas tristezas em suas almas. Tanto que compôs dois notáveis poemas:Todas as vidas e Mulher da Vida.
Gratidão das perdidas (Maurício Matos Cunha) é a "voz" de agradecimento de uma prostituta, que representa essas mulheres a margem, os quais vendem seus corpos para dar prazeres alheios, no entanto, na maioria desses casos são meios de sobrevivência.




Gratidão das perdidas


Nossa "irmãzinha" era verdadeira:
Nunca residimos na mesma casa.
Jamais conversamos frente a frente.
Sua senda não foi o viés da prostituição,
ainda assim, demostrava-nos respeito.
Sabia o quanto éramos bem carente.
Seus pensamentos solidificados em palavras¹
eram lenitivos que nos confortava,
em nossas tristes incertezas no meretrício,
com tipos de homens desconhecidos.
Entendia que temos destinos de Lucíola²,
carentes de amor inteiro e verdadeiro.
Tratadas como objeto do agrado alheio.
Vivia na mais completa simplicidade,
no seu lar, querida cidade de Goiás.
Enquanto, estamos perdidas nas cidades,
vivendo carregadas de vãs festividades.
Possuía uma exclusiva alcunha,
diferentes dos nossos postiços nomes:
Natasha’s, Michele’s, Rebeca’s, Kelly’s,….
Jamais foi dama vadia da rua,
todavia, entendia nossas árduas vidas.
Em suma, os seus preciosos versos
eram alentos que cobrem nossas feridas
e estarão sempre dentro de muitos corações.
Obrigado (minha irmã)³ Cora Carolina.

Maurício Matos Cunha



¹ – (7º verso) - referência, poema: Todas as VidasCora Coralina – “[…] Vive dentro de mim/a mulher da vida/[…]”
² – (11º verso) - referência, romance: Lucíola – José de Alencar – Prostituta e protagonista: “Lucíola”.
³ – (Último verso) - referência, poema: Mulher da vidaCora Coralina – “Mulher da vida/Minha irmã/[…]”


Banda de São Marcos

Banda de São Marcos

Nenhuma descrição de foto disponível.
créditos: Deise Costa 01/12/2013

Banda de São Marcos


Na cidade de Alvorada tem uma banda¹...
Não está em São Paulo ou Rio de Janeiro.
Acha-se Rio Grande do Sul, lugar festeiro.
Terra do vinho, da cantiga de ciranda.

Seus instrumentos seduz moça na varanda.
Realizam marcha pelas ruas, estilo ordeiro.
Canções em tinidos, agrado verdadeiro.
Até fazem parar o dono da quitanda.

Viajou ao Texas², digna apresentação.
Tocaram pura alegria do coração.
Raridade! É orquestra de qualidade.

Concurso Fanfarra³... Sagração! Tricampeão!
Dedicação d’um trabalho com atenção.
Assim constrói sua História de tradição.


* * *

Maurício Matos Cunha

Alcântara, São Gonçalo, RJ. - 08 de outubro de 2015.

¹ - Banda Marcial de São Marcos / Colégio São Marcos – cidade Alvorada – RS.
² - Texas – Cidade dos Estados Unidos.
³ - Fanfarra – Banda de música com instrumentos de metal. Este termo não e muito comum na zona urbana do Rio de Janeiro.
O Concurso (12º verso) é um evento da Federação de Bandas do Rio Grande do Sul (FERBARGS). A edição do 24ª Campeonato Gaúcho de Bandas e Fanfarras realizou-se na cidade de Pantano Grande, RS. O tricampeonato (17/10/2015) conquistado pela Banda Marcial de São Marcos limitou-se à categoria infanto-juvenil. Apresentando a peçaZeus: The King of Gods”. Maestro: Everson Silva.


Duas Curiosidades sobre o soneto:

1ª – Escrita na fila de uma caixa lotérica há muitos quilômetros de distância da Banda de São Marcos, cidade de Alvorada, RS.

2ª - Até a presente data o autor nunca assistiu pessoalmente a Banda de São Marcos. Todas as informações a respeito da Banda foram por intermédio da sua amiga virtual Deise Costa.

Nótula do autor:

No segundo verso a citação se refere a duas grandes e importantes cidades do Brasil. Ao contrário do terceiro verso que define o estado sulista brasileiro. A alusão dessas cidades é no sentido crítico. O autor entende caso a Banda Marcial de São Marcos estivesse circunscrita em uma dessas megalópoles, os canais nacionais de informações provavelmente dariam amplo destaque, quando se apresentaram no exterior (9º verso).


São Gonçalo, RJ, 20 de outubro de 2015.