terça-feira, 14 de abril de 2020

Poema: HERÓI DA SERRA






Crédito: Maurício M. Cunha


HERÓI DA SERRA

Impossível falar de Campos do Jordão,
Sem mencionar o médico da solução.
Impetuoso combatia disgra infeccioso,
Em qualquer adoentado tuberculoso.

Fundou linha férrea com válida razão.
Trem que vencia Serra na mata solidão,
Levando a dor... O murmúrio lamentoso.
Ao milagroso ilibado ar montanhoso.

Doutor Emílio Ribas, herói das jornadas,
No campo das moléstias que tanto flagela,
Vidas de todas as idades em ossadas.

Hoje suas lutas contra o mal são lembradas:
Bubônica, hanseníase, febre amarela,...
Nos livros, bustos,... Memórias imaculadas.


Maurício Matos Cunha

Rio de Janeiro, 21 de junho de 2015


Emílio Marcondes Ribas, médico, (11/041862 – 19/12/1925), foi um dos maiores sanitaristas brasileiros, fim do século XIX e inicio seculo XX, ao lado de Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz, Vital Brasil e Carlos Chargas. Lutaram contra epidemias e endemias que assolavam o Brasil. Combateu a febre amarela com notável êxito em cidades paulistas. Mal incompreendido deixou-se picar por um mosquito para provar o agente causador da doença. Com o colega Oscar Moreira eliminou os focos de mosquitos no Rio de Janeiro. Fundador Instituto Soroterápico do Butantã e Fundador do Sanatório em Campos do Jordão e idealizador da estrada de ferro para a respectiva cidade, pois o clima de montanha favorecia a cura de tuberculose.


No ano de 2014, CONCURSO NACIONAL CENTENÁRIO ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO (EFCJ), obtive o 2º lugar com o Conto: SAÍDA 92, que encontra-se numa cápsula do tempo, Campos do Jordão, que só será aberta no ano de 2065.



domingo, 12 de abril de 2020

GRATIDÃO DAS PERDIDAS

Imagem ilustrativa

A poetiza, Anna Lins dos Guimarães Peixoto BretasCORA CORALINA, (1889 - 1985) Conservava um carinho e respeito especial pelas meretrizes. Ela na sua meiga simplicidade compreendia que as prostitutas viviam num mundo artificializado e carregavam silenciosas tristezas em suas almas. Tanto que compôs dois notáveis poemas:Todas as vidas e Mulher da Vida.
Gratidão das perdidas (Maurício Matos Cunha) é a "voz" de agradecimento de uma prostituta, que representa essas mulheres a margem, os quais vendem seus corpos para dar prazeres alheios, no entanto, na maioria desses casos são meios de sobrevivência.




Gratidão das perdidas


Nossa "irmãzinha" era verdadeira:
Nunca residimos na mesma casa.
Jamais conversamos frente a frente.
Sua senda não foi o viés da prostituição,
ainda assim, demostrava-nos respeito.
Sabia o quanto éramos bem carente.
Seus pensamentos solidificados em palavras¹
eram lenitivos que nos confortava,
em nossas tristes incertezas no meretrício,
com tipos de homens desconhecidos.
Entendia que temos destinos de Lucíola²,
carentes de amor inteiro e verdadeiro.
Tratadas como objeto do agrado alheio.
Vivia na mais completa simplicidade,
no seu lar, querida cidade de Goiás.
Enquanto, estamos perdidas nas cidades,
vivendo carregadas de vãs festividades.
Possuía uma exclusiva alcunha,
diferentes dos nossos postiços nomes:
Natasha’s, Michele’s, Rebeca’s, Kelly’s,….
Jamais foi dama vadia da rua,
todavia, entendia nossas árduas vidas.
Em suma, os seus preciosos versos
eram alentos que cobrem nossas feridas
e estarão sempre dentro de muitos corações.
Obrigado (minha irmã)³ Cora Carolina.

Maurício Matos Cunha



¹ – (7º verso) - referência, poema: Todas as VidasCora Coralina – “[…] Vive dentro de mim/a mulher da vida/[…]”
² – (11º verso) - referência, romance: Lucíola – José de Alencar – Prostituta e protagonista: “Lucíola”.
³ – (Último verso) - referência, poema: Mulher da vidaCora Coralina – “Mulher da vida/Minha irmã/[…]”


Banda de São Marcos

Banda de São Marcos

Nenhuma descrição de foto disponível.
créditos: Deise Costa 01/12/2013

Banda de São Marcos


Na cidade de Alvorada tem uma banda¹...
Não está em São Paulo ou Rio de Janeiro.
Acha-se Rio Grande do Sul, lugar festeiro.
Terra do vinho, da cantiga de ciranda.

Seus instrumentos seduz moça na varanda.
Realizam marcha pelas ruas, estilo ordeiro.
Canções em tinidos, agrado verdadeiro.
Até fazem parar o dono da quitanda.

Viajou ao Texas², digna apresentação.
Tocaram pura alegria do coração.
Raridade! É orquestra de qualidade.

Concurso Fanfarra³... Sagração! Tricampeão!
Dedicação d’um trabalho com atenção.
Assim constrói sua História de tradição.


* * *

Maurício Matos Cunha

Alcântara, São Gonçalo, RJ. - 08 de outubro de 2015.

¹ - Banda Marcial de São Marcos / Colégio São Marcos – cidade Alvorada – RS.
² - Texas – Cidade dos Estados Unidos.
³ - Fanfarra – Banda de música com instrumentos de metal. Este termo não e muito comum na zona urbana do Rio de Janeiro.
O Concurso (12º verso) é um evento da Federação de Bandas do Rio Grande do Sul (FERBARGS). A edição do 24ª Campeonato Gaúcho de Bandas e Fanfarras realizou-se na cidade de Pantano Grande, RS. O tricampeonato (17/10/2015) conquistado pela Banda Marcial de São Marcos limitou-se à categoria infanto-juvenil. Apresentando a peçaZeus: The King of Gods”. Maestro: Everson Silva.


Duas Curiosidades sobre o soneto:

1ª – Escrita na fila de uma caixa lotérica há muitos quilômetros de distância da Banda de São Marcos, cidade de Alvorada, RS.

2ª - Até a presente data o autor nunca assistiu pessoalmente a Banda de São Marcos. Todas as informações a respeito da Banda foram por intermédio da sua amiga virtual Deise Costa.

Nótula do autor:

No segundo verso a citação se refere a duas grandes e importantes cidades do Brasil. Ao contrário do terceiro verso que define o estado sulista brasileiro. A alusão dessas cidades é no sentido crítico. O autor entende caso a Banda Marcial de São Marcos estivesse circunscrita em uma dessas megalópoles, os canais nacionais de informações provavelmente dariam amplo destaque, quando se apresentaram no exterior (9º verso).


São Gonçalo, RJ, 20 de outubro de 2015.



quarta-feira, 8 de abril de 2020

ISOLAMENTO SOCIAL E A VIOLÊNCIA CONTRA ÀS MULHERES (COVID-19)

O autor - Crédito: Maurício M. Matos

ISOLAMENTO SOCIAL E A VIOLÊNCIA CONTRA ÀS MULHERES


Os relacionamentos entre casais é muito complexo. Há consortes que vivem toda uma vida até que a morte os separa. É lindo!!! Admirar um casal de idosos, os quais estão na condição de companheiros e continuam declarando amor mútuo. Qual a medida desta parcela?
Muito pouco….
Antes de qualquer refutação, coadunemos ao atual momento do COVID-19. Estatísticas apontam que o confinamento ampliou agressões contra às mulheres. Segundo uma médica, avultou-se casos de mulheres que chegam para serem medicadas, pois levaram “tombos” no lar. A mídia revela timidamente crescentes ofensivas com relação aos atos machistas reprováveis. É certo que aumentou a taxa de registros nas Delegacias de Polícia.
A culpa é do coronavírus?
Ou das autoridades que obrigaram o isolamento, a fim de conter a propagação do vírus de uma pessoa para outra?
Atrevo-me, afirmar que tanto a pandemia do coronavírus quanto os Órgãos de Saúde não têm culpa implícita com esses desmedidos conflitos. Dá-se muito tempo estavam (casais) de costas um para o outro e o estopim se revelou na forçada proximidade causada pelo COVID-19. Verdade?
Antes da pandemia cada parte buscava uma alternativa de fuga. Assim esses casais viviam no mais completo fingimento particular e principalmente perante a Sociedade. Agora “juntos” os álibis estreitaram-se e as desavenças afloraram.

Não é nenhuma novidade homem e mulher desvendarem os defeitos um do outro quando estão sob o mesmo teto. E esses desarranjos quando não são amainados ao longo das suas caminhadas eclodem nos momentos críticos. Traições, desemprego, fundamentalismos de crenças, doenças, interferências alheias, etc. Consequentemente ocorrem separações e muitos culminam em divórcios. Mas quando não procuram estes caminhos? Entregam-se a religião, embriaguez, depressão,...
O que de fato se revela é uma Sociedade sob a coberta da demagogia. Ninguém é obrigado a viver com outra pessoa quando esfria o encanto, ou quando seus entendimentos não tem o mesmo sentido de vivência.

As mulheres que me perdoem, ou não queiram me atirar pedras, mas o verbalismo feminino é insuportável, uma tortura psicológica. Mas fazer o quê? Nós homens, também temos graus e graus de erros que levam às mulheres a reclamar. Entretanto, não concordo, sob nenhum pretexto agredir uma mulher, pois a condição física masculina o coloca sempre em vantagem. Resumindo numa única palavra: COVARDIA. Homem que bate em mulher tem que ser preso e responder pelo ato culposo, pois o abrandamento é uma premissa para feminicídio.
O confinamento contra o coronavírus é necessário por deferência à vida. Mas não justifica certos homens perder a razão e boxear suas companheiras. Oportunamente devem aproveitar o momento atípico e colocarem os pingos nos “i”. Somos (homens e mulheres) capazes de atenuar ou resolver divergência: no diálogo, silêncio, sexo, oração (aqueles que são religiosos), até mesmo numa troca de olhares e no fim sorrisos.
Depois que tudo isso passar… Um passeio juntos… Ou pode ser que cada um siga seu caminho.

Maurício Matos Cunha



segunda-feira, 6 de abril de 2020

SÓ ASSIM QUE APRENDEMOS

O autor - Crédito: Maurício M. Cunha 

SÓ ASSIM QUE APRENDEMOS


Há um velho ditado que diz: Quando não se aprende no amor, se aprende na dor. Este dito popular ganhou robustez nestes tempos de pandemia, quando os esquecidos foram lembrados pelo Poder Público e a Sociedade. Olvidados que categorizam duas classes distintas e diretamente entrelaçadas à Saúde e Economia.
O primeiro se refere aos cidadãos com mais de sessenta anos ou até menos considerando seu estado de saúde. Pessoas que as políticas públicas e privadas pouco concederam importância no decorrer dos últimos anos em relação ao seu crescimento populacional. Medidas públicas que seguiram aquém na concessão de Qualidade de Vida. Entre tantos aludo, dois exemplos de descasos:
1 - Setores econômicos que atentam para produtos com informações nas embalagens com letras miúdas, ademais até os mais jovens encontram dificuldades para interpretar. 2 - Os planos de saúde que aumentam assustadoramente os valores com o tempo de existência. Ou seja, maior a idade, maiores os preços cobrados.
A segunda classe enquadram os TRABALHADORES INFORMAIS, conhecidos popularmente como “camelôs”, os quais representam na economia, 40,8% (IBGE, 2017) e continuam crescendo. Antes do COVID-19 alcançar dimensionamento no Brasil, a maior parcela, nem sequer era lembrado pelas autoridades competentes. Nesta faixa predominam a baixa escolaridade e instruções, refletindo poucas hipóteses de inserção no mercado profissional formal. As maiorias sem amparo legal de aposentadoria, saúde e recursos no enfrentamento da atual eclosão epidêmica. Esclarecendo que os camelôs não se resumem meramente aos vendedores com barraquinhas nas calçadas, muitos não se fixam em lugar algum, até ultrapassam fronteiras.
A primeira medida deu-se aos IDOSOS, cerca 30 milhões, (IBGE, 2017), no sentido de isolá-los da sociedade. No entanto, não se firmou como uma resposta definitiva. Grande parte dos idosos residem com suas famílias e muitos são provedores. Determinados aposentados ao seu modo interpreta que não faz sentido um forçado confinamento. Pode até parecer uma analogia irresponsável com o intuito de dar créditos ao direito de ir e vir dos idosos numa atmosfera sujeito a perigosa infecção. O que está em reflexão é o antes, o presente e o futuro. Assim, não mais que no contexto atual querem salvar todos os idosos no desespero. Embora, pensamentos insensíveis desejam que encontrem Tânatos, de modo a salvar a economia, ou melhor, o capitalismo.
E os CAMELÔS? Desassistidos por anos e anos sobrevivem a própria sorte. A maioria sustenta milhões de dependentes. Camada considerada praga da economia, uma vez que não se consegue descontá-los cobranças diretas de tributos e taxas. Assim não pagam impostos. Competem deslealmente com o comércio formal. Parte dos seus produtos não possuem certificação oficial de aquisição, etc., entretanto, conseguem vender produtos de acordo com a necessidade do momento com preços mais em conta. Também, não se concretiza nesta análise que é um comércio 100% legal. A proposta deste exame está vinculada à marginalidade viva na matéria escura do limbo capitalista. Portanto, somente, com o COVID-19 que entenderam que compõem uma gigantesca engrenagem na economia brasileira. E que agora estão apartados do trabalho informal por uma desafiadora pandemia.
No momento todas as medidas públicas e privadas são imediatistas, decorrentes da extrema necessidade de salvar vidas, pois o mundo está em tempo de Guerra. Logo não espaço para burocracias emaranhadas, ações retardadas, avançar no sentido riscoso adotando achismos pessoais ou de outros que encharcam os crédulos com pressuposições incongruentes de ocasião.
Atenta-se que o COVID-19, em certo momento deixará de ser grande ameaça para a humanidade tal como as constipações anteriores: Gripe Russa, 110 milhões de mortos (1889-1890); Gripe Espanhola, 100 milhões (1918-1919); Gripe Asiática, 2 milhões (1957-1958); Gripe Hong Kong, 3 milhões (1968-1969); Gripe Suína, 17 mil (2009-2010), etc. Em todas essas situações, seguindo Fênix, a economia sempre renasce. Enquanto os viajantes sem retorno que foram ao encontro de Hela, muitos sem despedidas, de modo infeliz ficarão na lembrança dos seus entes que sobreviveram. Após, cruciantes lições do bioma “agredidopelas ações antropomórficas o que serviu de aprendizado?
Pendências de amparo continuaram, tanto para os idosos, camelôs, pobres e desempregados.
No decorrer crescente demográfico dos anciões e camelôs, porque antes da grave pandemia do coronavírus, não eram observados com dignidade?
Como será o amanhã (pós coronavírus) para os IDOSOS e TRABALHADORES INFORMAIS (desempregados)?
Serão colocados à parte como era antes da pandemia?
Ou continuarão no interesse de novas readaptações?
Independente dos inúmeros resultados das propostas citadas e diversas que subsistem, o que se pode refletir é olhar com diligência às classes fragilizadas. Uma lição que jamais deve ser apagada das páginas da História. Os erros do passado devem ser indicativos como advertência. Pois, que, consecutivamente devemos, TODOS, num só sentido tomar decisões assertivas nos tempos de TRANQUILIDADE.


Maurício Matos Cunha


sábado, 4 de abril de 2020

A FICÇÃO, TORNOU-SE REALIDADE



O autor - Crédito: Maurício M. Cunha 


A  FICÇÃO, TORNOU-SE REALIDADE



O coronavírus por mais que seja desgastante primar neste mote está ensinando os homens a rever toda sua dinâmica de comportamento.

Ensina que os velhos modos de pensar, antigos dogmas e ideologias devem ficar a parte e se adaptar aos novos fatos.

O mundo está em choque diante de um inimigo "invisível" que aniquila vidas e se adapta nos mais diversos espaços geográficos, portanto exige novas formas de comportamentos.
Enquanto, o CONVID-19 avança implacavelmente a sociedade civil e politica se divide entre "defender" ou "não se defender", isto é, priorizando interesses econômicos do capitalistalismo.

O livro "O Enigma de Andrômeda", Michael Crichton, (1969), relata uma cápsula terrestre que veio do espaço e trás uma bactéria desconhecida que aniquila toda população de uma cidade. A narrativa conduz a reflexão de que as graves crises cientificamente geram acontecimentos que constituem complexas precauções, como também insensatez, inocência e ignorância.

Hoje a realidade imita a ficção. Não deveria ser o contrário?




PONDERAÇÃO VERSUS CONTRASSENSO

O autor- Crédito: Maurício M. Cunha




PONDERAÇÃO VERSUS CONTRASSENSO



Nestes tempos de certezas e incertezas o comportamento humano é demasiado intrincado. O mundo enfrenta uma poderosa afecção que ultrapassou todas as fronteiras territoriais humana e não escolhe vítimas.
E o que estamos fazendo diante de pujante “inimigo”?

Essa indagação pode ser dividida em duas respostas antagônicas, ou seja, duas palavras: “Cuidado” e “menosprezo”. Termos que estão num momento tão crucial medindo forças como uma competição de cabo de guerra.

Os “Cuidados” estão materializados nas medidas urgentes de Órgãos da Saúde que tentam frear a escalada progressiva de ataque do COVID-19. Enquanto que o “Menosprezo” é o maior aliado do Coronavírus.

Estes dois sentidos (divergentes) estão atrelados a posicionamentos com múltiplas interpretações, os quais defendem lados diferentes: “vida” e “morte”. Nestes limites não existem unanimidades.

Estamos num front, no entanto as nossas trincheiras estão tomadas por ideais heterogêneos. Ainda não temos uma arma capaz de destruir totalmente o COVID-19. Logo a única estratégia é impedir o seu avanço oportunista, isto é, contágio. Todavia, existem resistências que abaixam as pontes levadiças e deixam o inimigo passar e desta forma se multiplicam dentro dos nossos castelos. Age como na “Guerra de Troia”, poema épico de Homero (séc. VIII a.C.), que relata a conquista de Troia, cidade fortificada que perdeu sua defesa quando foi rompida pelos soldados gregos que estavam ocultos na barriga de um imenso cavalo de madeira.

O coronavírus assim como outros vírus sempre se beneficiaram do despreparo das sociedades. Se vale do desmazelo de grande parte da população que desconsideram comportamentos de higiene pessoal e extensivo a vários grupos sociais. Lavar as mãos, por exemplo é um ato tão simples, no entanto muito ignorado. E comum assistir pessoas manipular seu próprio alimento sem se importar com asseio da própria mão.

Mas há outras incertezas sobre o vírus os quais atribuem supostas declarações, infelizmente até mesmo de profissionais da saúde, que certificam que o coronavírus irá embora a qualquer momento. Baseiam-se em teorias infundadas e conceitos fantásticos sem bases científicas. Brotam a todo instante, tais quais ervas daninhas na agricultura. Entre tantas que no Brasil não será tão devastador por causa do nosso clima mais elevado em relação aos países do Hemisfério Norte.

O que muitos não entendem ou se recusam a compreender é a capacidade de mutação genética destes diminutos agentes infecciosos. Lembrando que o coronavírus sempre existiu em diversas espécies animais, inclusive nos humanos. O coronavírus não apareceu de repente ou foi “criado” em laboratório e disseminado na cidade de Wuhan, China. Estudos apontam que as cepas vieram de animais exóticos que estiveram com muito contato humano. Mas ainda não estabeleceram qual animal: cobras? Morcegos? Pangolins?….

No âmbito de um pensamento otimista vencemos batalhas epidemiológicas no passado. Porém, indefinidamente à custa de milhares de vidas perdidas. E o que estamos vivenciando atualmente. Estamos numa Guerra contra um inimigo que não tem alma, não é considerado um organismo. É um parasita que toma conta de células e se multiplicam em poucas horas e dias depois as defesas do corpo perdem energia. Vítimas que carregam complicações de saúde e em grande número àquelas cuja existência ultrapassou os sessenta anos de idade. Cadência de sermos presenteados no amanhã com um novo quadro na versão de Pieter Brueggel, o Velho, “O triunfo da Morte” (1562).

Culpar somente o Coronavírus? Ou simplesmente desprezar que se tornou uma pandemia? Ou viajar nos fakes? Ou acreditar que foi uma conspiração da China, a fim de fortalecer sua economia e assim enfraquecer as economias de vários países? Admitir a ideia de um líder eleito que insiste em dizer que é exagero da mídia? Larguear que as empresas falirão e aumentará o desemprego?… Consequentemente essas indagações e outras paralelas afunilam para o caos que estamos enfrentando e talvez se tornará mais difícil transpassarmos, assim afirmam os infectologistas baseado nas evidências de estudos gráficos que projetam picos em países onde a curva do avanço do COVID-19, ainda está em ascensão, como por exemplo, o Brasil. Em suma, alheio a essas respostas e entendimentos pífios, o coronavírus avança assustadoramente, ceifando vidas de pessoas em nosso país e milhares no mundo.

Enfim, não é o momento de ficarmos divididos entre defender a economia e abandonar a vida e vice-versa. “A esperança demorada enfraquece o coração, mas o desejo chegado é árvore de vida” (Provérbios 13:12). Assim sendo, necessitamos reger um enfrentamento absoluto. Absorver união e prevalecer a conscientização geral. Interesses individuais e coletivos devem ser mesurados, a fim de amainar incertezas, erguer esperanças e frear os óbitos. Governos, população, cientistas e economias, precisam se entender acima de todas as divergências partidárias, políticas, religiosas e econômicas. Isto posto, VENCEREMOS!

Maurício Matos Cunha