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Trabalho Noturno
Passam das vinte e
quatro horas.
Ao redor deste mundo metálico,
um tempo de ébano
compacto.
Frio ou calor no corpo
cansado.
Várias atividades
gastas.
Descanso longe... uma
ilusão.
Esperança na
Estrela-Amarela,
fuga desta atmosfera sofrida,
sonhos que se
evaporam...
Busca imperfeita,
interminável,
hórrida jornada,
fatigante,
tudo resumido no papel-moeda.
Homens sacrificados
neste ardor
Mulheres complacentes
na solidão.
Noite triste... espíritos feridos.
Maurício
Matos Cunha
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São Gonçalo, Trindade,
12 de maio de 1982 – 0:0 hora 40 min.
Publicada no Livro de
Antologia: Grandes Talentos I – Editora Litteris – 1993.

Imagem ilustrativa
Curiosidade:
-
Composição inspirada quando o autor trabalhou na antiga e rematada Indústria Química Farmacêutica (GETEC) 1993. Depois se transferiu para outras empresas do mesmo ramo e horários com escalas similares onde trabalha no tempo noturno.
São Gonçalo, Trindade,
12 de maio de 1982 – 0:0 hora 40 min.
Publicada no Livro de
Antologia: Grandes Talentos I – Editora Litteris – 1993.
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| Imagem ilustrativa
Curiosidade:
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Composição inspirada quando o autor trabalhou na antiga e rematada Indústria Química Farmacêutica (GETEC) 1993. Depois se transferiu para outras empresas do mesmo ramo e horários com escalas similares onde trabalha no tempo noturno.
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Certos
escólios sobre a poesia: Trabalho Noturno:
- Primeiro
verso: trata-se do período (horário).
- Segundo
verso: citação ao local de trabalho (veja imagens ilustrativas).
- Terceiro
verso: escuridão própria da noite.
- Quarto
verso: estações climáticas, inverno ou verão.
- Sétimo
verso: aguardando o dia chegar (Sol) Descanso.
- Oitavo
verso: a fuga é o final do expediente.
Atmosfera sofrida (atividade noturna).
- Nono
verso: sonhos que se evaporam
(vontade de estar numa cama dormindo).
- Décimo
quarto verso: mulheres em suas casas sozinhas, longe dos seus homens queridos.
- Último
verso: Uma implicação que atinge os dois (casal).
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| Imagem ilustrativa |
Trabalho Noturno é uma homenagem a todos os trabalhadores que laboram no horário da noite. Motoristas, industriários, profissionais da saúde, etc...
Em particular sofremos durante o dia, pois as pessoas não compreendem que é o nosso momento de descanso. Não podemos fazer nada quando o vizinho coloca sua música alta, o pedreiro começa a fazer barulho na obra ao lado, uma visita inesperada e até um telefone que toca...
Somos acometidos por uma insuportável irritação de mau humor que poucos compreendem. Mas só queremos dormir num horário onde as maiorias estão despertadas.
Portanto, Trabalho Noturno não
é uma poesia de cunho de revolta ao trabalho noturno. Evidência o horário fora
do padrão normal-diurno, onde todos estão dormindo numa situação natural. Trata-se
de uma condição imposta pela necessidade (12º verso) salário.
Maurício
Matos Cunha
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| Imagem ilustrativa |



Você tava dobrando nesse dia, né?
ResponderExcluirAcredito que não Nilton. Nesta época o qual escrevi este poema ainda trabalhava na antiga GETEC/GEFAR. O horário era 22:00 às 6:00 da manhã.
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