terça-feira, 11 de agosto de 2015

Elegia ao Poeta Desconhecido

Imagem ilustrativa - Crédito: Maurício M. Cunha


Numa Biblioteca descansam iluminações de vultosos poetas consagrados na Literatura.

Porém, nessas estantes não entraram brilhantes poetas desconhecidos que inspiraram belíssimos versos, não lidos.

Destarte foram completamente esvanecidos.

A História não registrou suas existências.

Assim reflexivo... percorrendo os corredores do Campo Santo, entendo que desapareceram…

Da mesma forma, os seus lindos versos…


Elegia ao Poeta Desconhecido


Morreram todos teus versos em prosa,

após teu retorno para outra vida.

Tuas estrofes perfeitas feito rosa,

dissiparam na saudade sofrida.


Poeta, onde estás, além desta vida?

Tua poesia é linda, muito valiosa!

Onde guardou tua maior letra não lida?

Porções sensíveis de tua alma airosa.


Tua arte, dedicação e inspiração,

tudo desconhecido no passado,

tempo que jamais será ultrajado.


Hoje, não existe veneração,

para tua obra, dentro deste apartado,

presente, sem teu poema estagnado.



                               Mauricio Matos Cunha

                              27 de agosto de 1989

.

Soneto publicado na Agenda editora Litteris 1993 - página: Outubro - dias: 4 (segunda); 5 (terça) e 6 quarta).

Imagem ilustrativa: Crédito: Maurício M. Cunha


Entre tantos sepulcros, ainda resguardando resquícios de outrora vivência, ache-se de um grande Poeta Desconhecido, no entanto jamais será revelado.

Maurício Matos Cunha




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