| Vênus de Milo - Estátua de Afrodite - Deusa da beleza, amor e sexo - Museu do Louvre Paris - França |
Artifício de sedução
Meu celular sinalizou... Número
desconhecido.
Era um recado de Fábio. Pedia
urgência...
Por
qual motivo?... Tomei
rumo.
Cerca de vinte minutos depois, apertei a
campainha.
Silêncio, após o alarme. Ninguém?...
Acionei novamente. Repetiu-se a serenidade.
Toquei na maçaneta. Girou... Destrancada?...
Diante da porta chamei: “Fábio!”
“Helena!” “Fábio!”...
Sofreram
horrenda abordagem de roubo?...
Entrei em alerta... A sala estava à meia
luz.
Lumes de velas perfumadas, incensos aromais?...
Mas, predominava um forte perfume de
mulher.
Surpreso eu avistei... O que nunca
imaginei...
“Helena?!” “O que houve?” “Por quê?”...
Estava assentada numa cadeira no meio da
sala.
Completamente nua com as pernas pouco
aberta.
Entre suas perfeitas coxas havia uma
taça com vinho.
“Tapava” seu íntimo. Aproximei-me
cauteloso.
Ela levantou a taça e me ofereceu, senti
o aroma.
Sem dúvida um vinho mouro, afiançada
casta.
Recusei a taça do líquido. Pecado de
Baco.
Notei as penugens tentação, admirável atração.
Senti uma tremedeira, coração
acelerado,...
Desviei os olhos, mas não pude fugir de
reparar,
Seus lindos seios de deusa grega,
lindos, lindos, lindos,...
Pediu-me para se livrar das minhas roupagens.
Neguei “lutando” com um leve gesto de
cabeça.
Aproximei-me e beijei respeitosamente
sua testa.
Levei um susto! Ela atirou o vinho na
minha roupa.
Compreendi... Forçava minha total nudez.
Afastei-me com passos pesados...
Hesitantes...
“Fique!” – ela disse - “Articulei este
belo momento”.
Atravessei a porta lutando contra meus
instintos.
Deixava para trás uma magnífica mulher nua.
Na rua... Entrei num botequim qualquer.
O proprietário sisudo divisou minha
camisa,
Toda rubra, parecia encharcada de
sangue.
Mas o cheiro ativo do vinho lhe
respondeu.
Pedi uma garrafa de vinho. Recebi bebida
ordinária.
Sabia que colocava um fim na amizade com
Fábio.
Todavia, é mais perfeito... Não sei trair
um amigo.
* * *
Maurício Matos
Cunha.
Trindade, São Gonçalo, agosto de 2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário