Praias Selvagens
Praias Selvagens - Litoral do Município do Rio de Janeiro - bairro de Grumari - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
Búzios, Perigoso, Meio, Funda e Inferno. Somam cinco margens oceânicas no
litoral do Município do Rio de Janeiro, entre as Praias de Grumari e Barra de Guaratiba.
As cinco praias carregam o nome de Selvagens por serem isoladas de outras
beira-mares urbanas. Este insulamento natural é caracterizado por íngremes solos
rochosos costeiros, morros e parte da Mata Atlântica.
Ainda assim localizadas bem próxima de
uma megalópole, continuam preservadas contra ações antropomórficas. Isto porque
estão dentro da Área de Proteção Ambiental de Grumari. Portanto o
acesso é exclusivamente por trilha, barco ou helicóptero.
Felizmente até a presente data não abriram
nenhuma estrada, túnel ou outro meio de acesso as virginais praias.
As cinco praias “instruem”: geógrafos,
geólogos, biólogos, ambientalistas,... Também atraem pessoas que gostam de
acampar em locais paradisíacos e sossegados.
As praias:
Búzios é a menor das
cinco. Está envolvida por faixa de pedras. Quase impossível tomar banho.
Perigoso, Meio (a maior cerca de 350 metros de extensão) , Funda e do Inferno são similares
por terem faixas de areia. São próprias para o banho, desde que se respeitem as
condições do mar.
Todos esses primitivos litorais nós
induz a contemplar como era nossa região costeira antes da chegada dos
europeus.
Imagem Google
* * *
* * *
Manhã de domingo, 13 de dezembro de 2015.
Minha saída do lar às Praias Selvagens começou com um imprevisto provocado por uma procura em vão.
Minha saída do lar às Praias Selvagens começou com um imprevisto provocado por uma procura em vão.
Havia combinado com Xande que levaria o “Estandarte Sagrado” (bandeira do Flamengo)
para ser ostentada nas praias. Todavia não encontrei em lugar algum.
Estranho... Foi um rogo amaldiçoado de Caio Maia?
Consequentemente me atrasei sabendo que Henrique me aguardava desde as
07h00min numa parada de ônibus na Alameda São Boaventura (bairro Fonseca - Niterói), antes da subida da
Ponte Rio-Niterói.
Passei no local bem devagar e não
avistei Henrique. Deduzi que rumou
para o primeiro ponto de encontro, em frente da Igreja de São Francisco Xavier
na Tijuca, Rio de Janeiro.
Segui em frente...
Qual minha surpresa... Henrique não estava presente.
*
Assim que retornei entrei em contato com Henrique
a fim de pedir desculpas.
Desta vez ao contrário da Subida do Pico
da Tijuca havia lugares livres nos carros. Tanto que o veículo de Horácio foi “abortado”, isto é, retornou
para garagem.
PARTIMOS!...
Horácio foi de carona
no meu carro.
A viagem foi tranquila.
Outra vez fui o último a chegar. Ainda
bem que Val Gomes não estava
presente. Com certeza repetiria a mesma alcunha: Barrichello! A causa foi ter passado da entrada de acesso à via a Praia de Guaratiba. Segui alguns quilômetros à frente a fim de encontrar
um retorno.
| Lado direito: subidas de acesso as Praias Selvagens - Em destaque: Praia de Guaratiba - Local onde deixamos nossos carros. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Enfim... Todos CHEGARAM!...
Praia da Barra de Guaratiba, Zona Oeste
do Rio de Janeiro (nosso segundo ponto de encontro).
O local estava com muitos veículos. Os estacionamentos
particulares sem espaços. Manoel
conseguiu a última vaga. Sem opção eu parei num lugar proibido. No entanto, Horácio se informou com um guarda-vidas
que alertou que o veículo seria rebocado por fiscais da prefeitura. Fui
obrigado a deixar o ponto. Por sorte consegui uma vaga deixada por um carro.
|
| Primeira foto oficial do Grupo GEOGRAFIA - Barra de Guaratiba antes da subida - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015. |
Reunimo-nos para a primeira fotografia
“oficial” do Grupo integrado pelos polos de Niterói e Campo Grande:
Alinnie, Audeir (P. Campo Grande), Caio Maia, Dirley (P. Campo. Grande), Eduardo,
João Vítor (P. Campo Grande), Horácio, Manoel, Maurício, Sandro, Walace, Xande.
E também contamos com a presença da
tutora de Geomorfologia Geral e Costeira Breylla Campos
Carvalho.
Havia outras pessoas, infelizmente não me
foi possível identificá-las.
O grupo contava com cerca de umas 18
pessoas.
Praia do Canto - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Após os instantâneos de recordação eu precisava encontrar urgente um comércio para comprar frutas, biscoitos e água.
Não foi possível. O grupo iniciou a jornada a partir das imediações da Praia do Canto.
Enquanto isso... O grupo tomou uma boa dianteira. Eu ansioso
esperando a coxinha fritar.
-
Vai demorar muito?
-
É rapidinho –
respondia o barraqueiro.
Assim fui atrás... Apressando-me. Tentando
comer aquele salgadinho superquente. E bebendo o refrigerante num canudinho
para aliviar. Quase tive um troço... (tonteira).
Terminei o rapidíssimo lanche... No entanto,
eu me aventurava naquela empreitada sem nenhuma reserva de alimento e água.
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| O inicio da caminhada - Na foto em primeiro plano Breylla, Walace e João Vitor. No fundo a filha do Aldeir - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
As ruas são pavimentas, no entanto inclinado
(subida). Com passos largos alcancei o grupo.
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Marca "pisada" no poste (cor amarela) - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Percebi que nos postes havia um carimbo estilizado de uma marca de calçado. Um dos colegas explicou que se trata de um “selo” o qual indica a integração... Transporte... Esqueci???
A direita Praia de Barra de Guaratiba - No fundo Praia na Restinga de Marambaia - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Em alguns trechos era visível o panorama
da Praia de Guaratiba, tomada de banhistas. Contrastava com extensa praia
deserta (Restinga de Marambaia) do outro lado (Zona Militar). Proibida ao
acesso público.
Um integrante criticou a condição de uma
praia exclusiva para militares. Eu aprovo pela confiança de ficar preservada
contra os usuários mal educados.
Uma das várias indicações que orientam para ida as Praias Selvagens (Área urbana e também dentro da trilha na mata) - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Logo nos deparamos com escadarias. Um
local bem peculiar com as construções quase se misturando com o caminho comum.
Rápidas paradas para recuperar o fôlego,
contemplar o que estava bem abaixo e fotografar. Um trecho entre duas
escadarias havia uma espécie de teia de arame devidamente preparada para
contenção daquela encosta. Seguindo numa imaginaria linha reta encontra-se um
pouco abaixo uma casa abandonada. Ordem da Defesa Civil?
Assim fomos avançando... Quantos
degraus? Alguém contou o número total de degraus?
Foto mostrando o caminho sempre inclinado (subida) em direção as Praias Sevagens - Fotografia: Alexamdre Durso - 13/12/2015.
As escadas terminaram, mas era um
caminho inclinado pavimentado com argamassa.
Distinguimos uma placa: "Caminho do Picão"...
Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
- Calma! Senhoritas decentes de boa família. Não é um termo pejorativo "in loco".
Ponta do Picão é um trecho do mar adornado por rochas. Bem pitoresco. Digno de uma pintura.
- Não é Xande?
Ponta do Picão - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Ponta do Picão?...
Certamente este nome tem uma origem, mas infelizmente eu desconheço. Um pico grande? Talvez seja uma extensão irrestrita das rochas "avançando" sobre o mar onde não há uma limitação especifica.
Placa de venda de produtos bem aceitáveis contra o forte calor. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Passamos pelas últimas habitações. Anunciavam
vendas de água, gelo, sacolé, refrigerantes,... Produtos bem convidativos nos
dias tórridos de verão.
O que representam ou para que servem os quadrados pouco antes da trilha selvagem? - Na foto: Walace na trilha. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Bem no alto a pavimentação de concreto acabou. Começava um “novo” caminho de terra. Mas havia uns “quadrados” de concreto no centro da passagem. Pareciam “banquinhos” para se sentar. Acredito ser uma espécie de vigas internas de contenção do terreno ou indicação de... Não sei.
Distinguimos a Placa de indicação das Praias ainda no trecho urbano. Aliás, encontraremos outras ao longo da trilha.

Distinguimos a Placa de indicação das Praias ainda no trecho urbano. Aliás, encontraremos outras ao longo da trilha.
Os acadêmicos de GEOGRAFIA: A partir da esquerda: Maurício, Caio e Manoel. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
A caminhada de inicio parecia muito mais
fácil do que a subida ao Pico da Tijuca.
Ardil logro.
A anterior era um caminho sempre
subindo. Logo ficamos acondicionados nesta postura. Enquanto que para as Praias
Selvagens eram elevações, descidas, retas e assim alternando sucessivamente. Provocando
um esforço maior no corpo por causa de tantas alternâncias de posturas.
Os mosquitos atacavam a maioria do
grupo. Muitos preocupados com o zika-vírus, dengue, chikungunya, etc... Quem
trouxe repelente emprestava para os “desarmados”. Não precisei usar não fui em momento algum picado.
Contudo...
Adentrar na mata provoca uma sensação
peculiar. O ar é mais puro, os sons naturais e agradáveis, o estresse da cidade
é deixado para trás,... Deste modo abrimos nossa mente para uma imaculada contemplação.
Uma harmonização do nosso ser racional com raízes primitivas.
Logo se entende porque Siddhartha Gautama (Buda) conseguiu a iluminação.
Rochas na mata atacadas por vândalos inconsequentes - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Percebemos que a mata é “recheada” por
rochas. “Despontam” das entranhas do substrato. Algumas pequenas outras
grandes. Infelizmente as maiorias desses rochedos bem próximos da trilha estavam
emporcalhadas com grafites. “Assinaturas” e supostos desenhos que são
entendidos somente pelos seus autores imundos.
Um dos colegas até comentou:
-
Isto é uma linguagem de uma civilização perdida. ET’s que tentavam se comunicar
com seus semelhantes.
Gostei. Pessoas normais e conscientes
não agem desta maneira. Só pode ser de uma cultura invasiva Considero esses
infratores indivíduos desatinados que ataca de forma perniciosa a flora local.
Substâncias tóxicas que compõem as tintas
impedem a associação de pequenas plantas se fixarem nos rochedos variegados. O
local carece de uma guarda florestal contra estes irresponsáveis.
No inicio Xande estava "energizado" a frente do "pelotão" tirando fotos de quem caminhava na sua retaguarda. - Em primeiro plano Caio - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Xande
outra
vez estava carregado com extraordinárias pilhas alcalinas. Avançava
impetuosamente. Tanto que alguém alertava que havia retardatários para trás.
Parávamos para esperá-los. Quando se aproximavam recomeçávamos a jornada.
Assim sendo não faltaram piadas a
respeito das declarações anteriores de Xande
que afirmou ser uma trilha “leve a moderada”.
As subidas e descidas apareciam a todo momento. - Dirley, por exemplo, (camisa amarela) estava dançando balé ou se desequilibrando? - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Não faltaram termos irônicos sobre Xande:
-
Isso aqui?... Até uma criança de cinco anos consegue vencer.
-
Minha vó de 80 anos não vai sofrer nenhuma fadiga.
-
O dia em que Xande disser que a trilha
é difícil eu nem apareço – afirmei.
Ilha Rasa (vista de um ponto da trilha) - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Impetramos numa paragem onde era
possível assistir a Ilha Rasa de Guaratiba. A Ilha é pequena, no entanto
explana uma beleza única e admirável. As águas que a cerca, assistidas naquele
instante onde estávamos eram plácidas. Refletiam um azul sublime aconchegante,
maravilhoso,... Uma pintura viva da natureza.
Xande
afirmou
ser o ponto mais meridional do Município do Rio de Janeiro. É certo que sim,
pois a Ilha abriga um farol.
Breylla até indicou uma
“casinha” na base do Farol.
Mico-sagui bem próximo dos integrantes do grupo "esperando" algum tipo de alimento- Fotografias: Alexandre Durso - 13/12/2015.
No meio da mata fomos saudados por um
bando de micos-saguis. Eles se aproximaram sem temer nenhuma ameaça. Percebemos
que estão acostumados a receber alimentos de outros andarilhos. Eu sei que é
proibido dar alimentos a animais silvestres. Mas lamentei não ter conseguido
comprar nenhuma fruta.
Os bichinhos faziam “poses” enquanto
câmeras batiam fotos. Foram “explorados” e não receberam nenhuma recompensa dos
humanos.
Pedra da Tartaruga - (vista de um ponto da trilha) - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
Divisamos a Pedra da Tartaruga.
Espetacular!!!
Muitas fotografias.
Apresenta-se no local onde encontrávamos
uma semelhança incrível com uma gigantesca tartaruga marinha.
Adiante essa mesma Pedra proporcionará
várias metamorfoses. Isto porque a cada ângulo “assume” outros aspetos
completamente diferentes.
Fonte d'água com uma canalização bem rudimentar no caminho da trilha - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
No meio da trilha divisamos uma pequena fonte. Um improvisado pedaço de cano direcionava parte da água como se fosse uma torneira.
Era seguro ingerir aquela água?
Manoel explanou:
- Eu vou beber. Sou militar e fui treinado a sorver e se alimentar de qualquer maneira num momento adverso.
Assim ele se serviu d’água.
Xande também não se intimidou.
No meu caso... Bebi e pronto. Até porque
estava sem água. Aliás, era uma água com uma temperatura ideal, muito
refrescante. Não era salobra. Parecia água mineral diretamente da fonte.
Continha excelente padrão de qualidade. Sorvi com bom gosto.
Os demais apenas se banharam. Rosto,
mãos, braços, pés e cabelos. Não quiseram se arriscar. Quem podia garantir que
acima da fonte jazia um animal morto, larvas de protozoários, restos de
vegetais em decomposição?... Seja lá o que for não comprometeu a qualidade
preciosa da água.
Jardinagem no percurso da trilha (meio da Mata) - Quem foi o paisagista? - Fotografia: Alexandre Durso - 12/12/2015.
Alcançamos um jardim perdido no meio da
mata. Interferência humana, todavia bem harmonizado com o bosque. Pensei que
estava nas proximidades da casa do Tarzan.
Olhei para o alto das árvores a procura de uma casa pendurada. Não avistei
nenhuma habitação. Em determinados locais nossa imaginação busca lembranças
antigas. Tarzan, o homem-macaco há muitos anos deixou de ser presença nas telas dos cinemas.
Placas na Mata (trilha) - orientando tempo e distâncias das Praias e formações geográficas naturais - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Quase uma hora caminhando...
Distinguíamos placas indicando as praias. Mas não apareciam.
A Mata, o mar, a Ilha Rasa - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/215.
A trilha indicava dois extremos
distintos. No lado esquerdo a exuberância da Mata Atlântica. No lado direito o esplendor do mar azul.


Última descida de acesso a Praia de Búzios, Praia do Perigoso e Pedra da Tartaruga - No fundo primeira visão da Praia de Búzios - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Depois de uma hora e meia de caminhada
alcançamos uma longa descida de acesso a Praia
dos Búzios, Pedra da Tartaruga e
Praia do Perigoso.
Era um trajeto que exigia total atenção.
O solo descoberto “nu” é composto de argila e minúsculos corpos minerais. A
vegetação marginal composta de plantas pequenas. Sem pontos de apoio tipo
troncos de arvoredos para se equilibrar. Simples ser surpreendido por um
desagradável escorregão.
Todos desceram ilesos.
Um inusitado vendedor num local bem longe da zona urbana - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Quando chegamos ao nível do mar
deparamos com uma grande surpresa. Um vendedor colocou a parte principal de uma
velha geladeira na posição horizontal. Acondicionou abundantemente gelo,
refrigerantes, cervejas e água mineral. Desta forma tornou-se um improvisado freezer. Também havia um grande isopor.
Sobre este isopor outro pequeno com salgados e biscoitos. Na tampa do menor
isopor duas máquinas de cartão de débito e crédito. Como chegou até aquele
local? Provavelmente de barco. E sem nenhum concorrente.
Não sei se o vendedor era um “oásis” ou
uma “planta invasora”. Seja o que for a maior parte do nosso grupo comprou
cervejas, refrigerantes e água. Curiosamente qualquer desses produtos era
sempre o mesmo valor: R$5,00.
Comprei uma água mineral
Enquanto bebia a água olhava ao redor.
Uma localidade isolada. Parecia cenário de filme de intrépidos guerreiros que
se aventuram em terras misteriosas. Região inóspita habitada por dragões,
feiticeiros e monstros místicos,...
Não foi a água do vendedor oportunista
que me fez viajar tão distante... Foi o local. Acredito que particularmente
provocou imaginações diferentes em todos os integrantes do grupo.
"Cabeça" da Pedra da Tartaruga - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
A predominância da vegetação sobre a
elevação da Pedra da Tartaruga são capins.
Ravinas ao longo da trilha de acesso a Pedra da Tartaruga - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
O acesso ao topo da Pedra da Tartaruga é
por uma trilha que lesa seu gigantesco “casco”. Um caminho que deveria ser
desativado, pois se percebe que a falta de vegetação no atalho provoca um
crítico processo erosivo com o escorrimento das águas das chuvas. Ravinas que
em determinados fragmentos revelam cerca 100 centímetros de profundidade por 50
de largura.
Vista das Praias em primeiro plano do Perigoso e no fundo Praia do Meio - Observa-se o longo caminho (trilha) entre a Mata e o Costão de acesso a outra praia - Primeiro uma vertiginosa subida (lado esquerdo) em seguida um caminho supostamente reto e depois bem adiante outra descida excessivamente e intensa. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Enquanto subia desejei saber por que a Praia do Perigoso tem este nome. Um
colega explicou tratar-se de duas lendas.
A primeira, mais aceita, se originou na
época da colonização. Era um local remoto de difícil acesso onde os franceses
comercializavam com índios produtos que extraíam da terra. Estes contrabandos eram ocultados dos
colonizadores portugueses. Portando tanto os franceses e índios corriam “perigo”
de serem descobertos pelos portugueses e serem atacados.
A segunda lenda, menos aceita, diz que
ocorreu uma fuga de presos da Ilha Grande e vieram para aquele local onde se
refugiaram.
Parte do Grupo sobre a "cabeça" da Pedra da Tartaruga admirando a linda paisagem - Em pé João Vitor fazendo o "V" da vitória. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
No ponto mais alto da Pedra “cabeça da
tartaruga” se observa uma paisagem arrebatadora. Um fascínio de extrema beleza.
A vista se todas as praias selvagens incluindo as Praias de Grumari e da Barra.
O Grupo se reuniu para a foto “oficial”.
Depois descontração com reposição de energia. Breylla me ofereceu um sanduiche agradeci e recusei.
* Deixo
claro que não havia revelado a ninguém que estava desguarnecido de nutrimentos.
Horácio também me
ofertou, mas aceitei, pois usou um argumento bem convincente. Explicou que
havia preparado lanches para ele e uma amiga. No entanto ela não pode vir e
deste modo estava com uma quantidade além das suas necessidades.
Praias avistada da "cabeça" da Tartaruga - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
Enquanto degustávamos e bebíamos
continuamos contemplando aquela inesquecível paisagem.
Adeptos do esporte de rapel se preparando para descer no "bico" da tartaruga - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Aproveitei e fui explorar a “cabeça da
tartaruga”. Encontrei bem próximo da ponta do “bico do réptil quelônio” um
grupo que fazia rapel naquele local. Olhei para baixo e as pessoas pareciam
pequenas estatuetas de trinta centímetros. Elogiei a coragem deles e me
afastei. Fui descendo para o lado oposto. Encontrei um casal que também
apreciava aquele esplendor. Fui descendo,... Até que cheguei a determinado
ponto e resolvi retornar.

Neste ponto "cabeça" da Pedra da Tartaruga atinge mais de 90 metros de altitude - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Outra vez nos reunimos para nosso registro oficial sobre a "cabeça" da Pedra da Tartaruga. A tradicional da bandeira brasileira foi estendida. Cada um fez a sua pose...
Por exemplo, Caio com os dois braços levantados: Louvava?... Pretendia voar?... Ensaiava uma dança?... 
Pedra do Telegrafo (Morro de Guaratiba) visto da Pedra da Tartaruga - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
A Pedra da Tartaruga proporciona duas interessantíssimas
percepções geográficas:
Pedra do Telégrafo - ponto mais alto do Parque de Grumari com 315
metros de altitude.
Parque Estadual da Pedra Branca - visualiza-se
dirigindo o olhar na direção da Praia
do Inferno, e depois além da Praia de Grumari. Este Parque se estende até o bairro de Bangu.
A calvície de Dirley não maculou a linda cenário deslumbrante - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
O grupo estava sob o efeito do deslumbramento. Alguns conversavam outros permaneceram calados... Reflexivos...
Avistamos uma gruta na Pedra da Tartaruga. Um casal visitava a lapa naquele instante.
Xande afirmou que reside um indivíduo naquele local. Seu nome? Silêncio. Muito conhecido pelos moradores de Barra de Guaratiba e frequentadores das Praias Selvagens.
Silêncio se autoproclamou o guardião do lugar.
Resolvi conhecer Silêncio. Quem sabe têm boas histórias para contar.
Fogareiro de cozimento muito rudimentar - Na "casa" (gruta) abandonada. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Ao chegar à toca percebi que estava
abandonada. Restaram apenas vestígios de ter sido habitada. Para onde foi seu
ocupante?
Entrada principal da gruta - Chaboqueira pavimentação de nivelamento do chão - Fotografia: Alexandro Durso - 13/12/2015.
Outra entrada da gruta com predominância de empilhamento de rochas provocado por sucessivos intemperismos. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Não é uma caverna natural. As erosões e outros fenômenos espontâneos formaram a gruta. Exceto as pichações que além de descaracterizar e poluir o visual do ambiente são extremamente inadequadas. Não provam coisa alguma.
Manoel também se
achegou. Em seguida o restante do grupo que ficou em outra entrada.
Acentuada rachadura na rocha - Há também sinais de mudança de coloração na parte externa, causados por escorrimento de águas pluviais. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Um detalhe interessante chamou minha
atenção. Da parte superior da rocha “teto” pingavam gotas d’água. Embebido
pluviais aprisionados no substrato entre as rochas que minavam sob o efeito da
gravidade. Um plástico preto coletava as gotas. Formava uma espécie de “bolsa”
o qual direciona o acúmulo de água. Talvez para uma lata, balde ou qualquer
vasilhame capaz que reservar a preciosa água potável.
Grupo posando para fotografia numa das entradas da "caverna" - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Eu e Manoel nos juntamos ao restante do grupo e registramos o histórico
momento com fotografias.
Descida/Subida a "cabeça" da Pedra da Tartaruga - Detalhe das ravinas provocados pela percolação das águas pluviais. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
O autor (texto) na descida da Pedra da Tartaruga com os pés apoiados acima de uma ravina - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Descemos...
Outra baixa... Walace precisou retornar com urgência, a fim de solucionar um
inesperado problema doméstico.
Outra vez encontramos com o vendedor
ousado. Alguns compraram cervejas, água, refrigerantes,... Tudo sempre no mesmo
preço: R$5,00.
Rumamos para a Praia de Búzios.
Praia de Búzios - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Detalhe da predominância de restos de animais marinhos - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Entre as rochas e a terra firme abrange uma
granulometria de areia, restos de conchas e calcários de organismos marinhos.
Daí o nome Búzios.
Rochas basálticas na Praia de Búzios. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Praia de Búzios - rochas metamorfizadas - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
A Praia de Búzios nós ofereceu um excelente "laboratório" de estudo geomorfológico.
Escala de medição de tamanho de grãos de rochas. - Tutora Breylla - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Depois de estudarmos...
Acesso a Praia do Perigoso Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
Não sei se a Rainha do Mar Iemanjá nos presenteou. Porém, encontramos seu "ambiente" calmo.
O grupo tomando um merecido banho na Praia do Perigoso - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015..
Apesar do forte calor a água estava muito fria. Entretanto todos se refrescaram... Uma delícia para o corpo e alma depois de tanto esforço físico na caminhada.
A entrada de Caio na água espantou todos os peixes. Quase causou um recuo do mar em plena era interglacial.
Foto "oficial" do Grupo - Praia do Perigoso - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Foi um momento relaxante. Conversamos, brincamos e tiramos a terceira foto oficial. Os tricolores tentaram macular com um escudo horrível do tal Fluminense... Não conseguiram abalar os rubros negros.
Decidimos ir para a próxima Praia.
Conhecida como Praia do Meio. O nome
não é bem típico por estar situada no centro das suas “irmãs” selvagens.
Antes...
Novas baixas no grupo. Alguns
desistiram...
Desta vez era apenas a imbatível tutora Breylla e os acadêmicos: Dirley, Eduardo, João Vitor, Manoel, Maurício (autor), Sandro
e Xande.
A trilha era mais fechada com o capim
cortante passando por nossos membros inferiores. Um caminho que pouco menos não
se avistava metade do companheiro à frente.
Trilha de acesso a Praia do Meio - No fundo a "metamorfose da Pedra Tartaruga" - Fotografia: Alexander Durso - 13/12/215.
No lado direito um acentuado decline do
costão onde se assistia o mar lindo e plácido. No lado esquerdo a profusa Mata
Atlântica. Dois elos distintos e magníficos.
Indaguei a tutora Breylla a respeito da sua aguerrida disposição. Respondeu-me que
numa certa época atrás passou três horas caminhando num rio em São Paulo, a fim
de executar um trabalho sobre clima.
Tutora Breylla Campos Carvalho descansando sobre uma rocha no costão entre as Praias do Meio e Funda. - Fotografia: Alexandre - 13/12/2015.
Aproveito e quero deixar uma observação
especial acerca da presença da Tutora Breylla,
em nome de todos os participantes da V Atividade de Campo (alunos).
A ponderada tutora Breylla, deu-nos
plena atenção. Respondeu todas as indagações sobre Geomorfologia Geral e
Costeira. Além disso, foi humilde o bastante para confessar que não sabia sobre
determinados assuntos específicos, além do seu campo geográfico.
Os sensatos não se envergonham quando confessam
desconhecer outras questões. Os presunçosos têm todas as respostas, no entanto
abarrotadas de insensatezes.
(Maurício
Matos Cunha – 26/12/2015).
Nossos agradecimentos Tutora Breylla.
Descida com auxílio de "corda" mangueira de incêndio para a Praia do Meio - Na foto o excursionista desconhecido desceu "sentado" preocupado com um possível queda. - Fotografia: Alexandre - 13/12/2015.
Enfim chegamos numa rocha onde descer ou
subir somente com auxilio de uma corda. Duas “cordas” na verdade mangueira de incêndios.
A primeira amarrada num arbusto. A segunda atada numa planta típica de área
costeira marítima.
Ninguém se intimidou e descemos até as
áreas da praia do Meio.
Praia do Meio tem menos frequentadores em relação a Praia do Perigoso. - Fotografia: Alexander Durso - 13/12/2015.
Uma Praia extremamente
linda com menos pessoas em relação à Praia
do Perigoso. As ondas eram
bem maiores do que Praia anterior. Mas era possível tomar um refrescante banho.
Foi o que fizemos.
Praia do Meio - a frente a Ilha das Palmas - canto esquerdo (fundo) Pedra da Gávea - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Depois pausamos para descansar,
conversar, manducar alguma coisa. Bebi o resto da água que havia comprado no
vendedor “Cinco-reais”. Deixei a garrafa plástica vazia próximo da minha
mochila. Mas infelizmente esqueci-me de recolher. Ganhei um ponto negativo.
Decidimos prosseguir para as duas Praias
restantes.
Trecho no Costão de acesso as Praias Funda e do Inferno - Fotografia: Alexandre Dunas - 13/12/2015.
No final da Praia do Meio avistamos o enorme costão que a
separava da Praia Funda.
Colocamos
nossos calçados e roupas. O sol estava muito forte. A temperatura da rocha
estava bem elevada.
Maurício "pagando mico" na Pedra do Céu - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Segui na frente e avistei a Pedra do Céu. Tomei o rumo e entrei
sobre uma cavidade natural. Senti certo receio. A Pedra do Céu é fixa somente numa ponta a outra “pendurada” compõe
uma lapa. A vista do mar naquele ponto era espetaculosa. Meus colegas não
vieram, mas o Xande fez questão de
tirar uma foto o qual eu fingia que “segurava” a enorme pedra.
Parte do Grupo explorando o Costão. Um cenário espetacular! - Fotografia: Alexandro Durso - 13/12/2015.
Desta vez não havia vegetação somente o
costão. Fez-me lembrar dum panorama de filme de ficção onde caminhávamos por um
mundo desconhecido.
Lógico que era um “prato feito” para
aprendermos sobre aquelas formações rochosas até o estágio atual.
Era possível avistar três Praias: Funda e Inferno (selvagens) e mais adiante a praia de Grumari.
Logo percebemos que o caminho era bem
longo e à tarde do dia estava bem adiantada.
Na foto em primeiro plano: Dirley (embaixo), João Vitor e Eduardo (virado de costas). No fundo: Breylla e Maurício (sentados na rocha). - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Eu e a tutora Breylla assentamos na rocha e ficamos conversando sobre aquele
deslumbrante cenário. Outros também fizeram o mesmo. Xande e mais alguns prosseguiram. Não desejavam ir até as praias,
mas procuravam pontos para fotografias.
Pedra do Céu - Dependendo da posição do observador aliado aos efeitos da luz natural oferece a ilusão que está flutuado. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Retornamos...
Fiquei intrigado com o batismo da Pedra do Céu. Por quê? Qual a sua
ligação com o céu?...
Observando a Pedra do Céu enquanto caminhava descobri a razão. Assistindo em
determinados ângulos a pedra parece flutuar, pois está fixada somente num lado.
Na Praia do Meio poucos quiseram nadar. A maioria preferiu descansar sob a
sombra de uma vegetação.
Praia do Meio - Última foto "oficial" do Grupo de GEOGRAFIA. Oito membros, menos da metade em relação ao primeiro registro. - Imagem registrada por um jovem que acampava no local - 13/12/2015.
Um grupo de jovens estava bem próximo.
Uma das moças indagou se entre nosso grupo havia um veterinário. Uma pergunta
estranha. Alguém até lamentou a ausência do Sávio que é Médico-veterinário.
Explicaram que encontraram a cadelinha ferida. Constatei que um ferro estava enterrado na pata traseira na altura da coxa.
Explicaram que encontraram a cadelinha ferida. Constatei que um ferro estava enterrado na pata traseira na altura da coxa.
Xande pediu para um
rapaz do grupo dos jovens estamparem a última foto oficial do nosso grupo.
Despedidas...
Nosso grupo partiu...
Praia do Meio - Cão brincando nas ondas - Local improprio para animais de estimação (longe da área urbana) - Irresponsabilidade, insensibilidade, crueldade,... - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Permaneci condoído pela aflição da cadelinha. Naquele instante para mim o êxtase do passeio ruiu. É muito difícil aceitar um animal sofrendo sem meios de socorrê-lo. Senti-me muito mal intimamente.
Deduzi que só podia ser um pedaço de
anzol que alguém cortou ao atingir o animal. Por que abandonou a cadelinha a
própria sorte? Quem leva um animal para um local tão distante da civilização?
Dirigi-me até outra barraca onde encontrei uma mulher descansando falei sobre a
situação da cadelinha. Ela se comoveu. Quis maiores detalhes.
Fomos até a cadelinha que se alimentava
de queijo prato doado pelos jovens.
Nosso grupo já subia a pedra com a
“corda” de mangueira de incêndio. Eu estava ficando para trás. Percebi que
teria que partir...
Deixei a cadelinha com aquelas pessoas
na esperança de encontrarem uma solução para salvar a vida do animal. Até
cogitei levá-la comigo. Mas isto implicava numa condição o qual não estava
preparado. Poderia até piorar a situação do animal.
Afastei-me sempre olhando para trás...
Uma tristeza o qual jamais vou esquecer.
Apressei-me a fim de me juntar ao grupo.
Atingimos a Praia do Perigoso, outra vez o vendedor Cinco-reais, subida...
* o animal da foto não e o mesmo que estava ferido.
* o animal da foto não e o mesmo que estava ferido.
Trilha e seus "degraus" o replantio de plantas nativas revigorou a Mata - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Observei que a encosta formavam grandes
“degraus”. Imaginei serem antigas trilhas que foram abandonadas. Segundo Xande a vegetação era menos densa.
Entendemos que a mata foi replantada com plantas nativas.
Dirley se queixava de
câimbras. Mas foi Xande que
demostrou um esgotamento acentuado.
O Xande
que antes estava servido com pilhas alcalinas usava pilhas importadas sem
qualidade e sabe se lá onde foram fabricadas.
No início Xande parecia um lutador de boxe dando bordoadas violentas no seu
oponente.
No retorno um medíocre lutador que se
valia do clichê (prática de se
agarrar ao adversário para não sofrer duros golpes até ser separado pelo juiz
da luta). No caso real Xande sentava
nas pedras ao longo do caminho.
Xande cambaleava no
“ringue” (trilha). O olhava e “via” seus olhos arroxeados, lábios inchados,
sangrando,... Claro que tal visão é uma metáfora.
Decidi deixar Manoel seguir em frente, pois estava me adiantando demais e Xande
se arrastava.
Matacões (trilha) - Uma raridade, há poucas pichações dos nefandos. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Parávamos para dar uma trégua para Xande. (Sorte do Xande ninguém fotografou este momento).
Um casal cruzou por nós indo em direção as Praias Selvagens. A mulher carregava um bebê... Um bebê?! Xande humilhado por um bebê. O magno Xande... Senhor das épicas jornadas... Ironicamente sentia o peso da sua cruel diabete.
Serrapilheira - Muito importante para a manutenção da mata e animais - Detalhe: insetos no caule de uma pequena planta. - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
Também aproveitava para analisar o
local. Descobri pequenas extensões com serrapilheiras. Plantas características
da mata e outras isoladas, comuns de jardins urbanos. Como nasceram na mata?
Xande se hidratando na fonte - Fotografia tirada por um membro do grupo - 13/12/2015.
Atingimos a fonte d’água. Novamente nos
refrescamos. Lamentei ter deixado à garrafa vazia para trás. Para Xande um oásis no meio de um deserto de
areias ardentes de calor.
Observei o filete daquela água descendo
a encosta. Aquela irrigação mudava completamente a vegetação. Ao invés das
plantas nativas predominavam bananeiras, somente onde a umidade alcançava.
Placa na trilha - Conscientização - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Manoel ofereceu
auxílio a fim de carregar a mochila de Xande.
O combalido “lutador” agradeceu
entregando a mochila ao Manoel.
Enfim atingimos os primeiros sinais de habitação.
Somente descidas...
Numa dessas casas uma placa informando
que vendia sacolé. Salvação do Xande
no derradeiro round.
Um senhor idoso nos atendeu. A maioria
comprou. Eu não quis o picolé embalado em saquinho, uma vez que tenho uma
garganta muito sensível a guloseimas muito resfriadas.
Fomos descendo, descendo, descendo,...
Passamos pelas obras de contenção de
encostas. Ficamos intentando o ensejo daquela operação. Breylla mais a frente encerrou nossa discussão ao apontar uma placa
com informações técnicas. Decepção... Nossas conjecturas estavam indo para
longe...
Praia de Barra de Guaratiba - Período da manhã, mais tarde aumentou o número de frequentadores. - Fotografia: Alexandre Durso - 13/12/2015.
Atingimos a última ladeira. Músicas altas, veículos, agitação...
Aproximei-me de Breylla e indaguei:
- O que acha disso tudo?
- Sensação de uma missão cumprida – ela
respondeu orgulhosa.
- Decepção... – respondi.
Ela quis saber por quê.
- Olhe ao nosso redor... Essa confusão...
Poluição sonora, visual,... Estávamos num lugar lindo... Agora?... Retornarmos para
a nossa realidade...
- Nesta percepção... Você tem razão –
ela admitiu.
Despedidas...
Dividimo-nos...
Parte no carro do Manoel e na minha velha Marajó.
Assim deixamos para trás um INESQUECÍVEL PARAÍSO...
Praias Selvagens.
Lembrança inesquecível - Fotografia: Breylla Carvalho - 13/12/2015.
* * *
Meus sinceros agradecimentos a todos que participaram desta V atividade de Campo de Geografia.
Maurício Matos Cunha.

Cara, sem palavras! Estou espumando de raiva por não ter ido! Lindo! Parabéns pelo blog! Parabéns a todos os aventureiros e estudiosos confrades! Saudações Geográficas!
ResponderExcluirMuito Bom Cara!!! Lugar fora de série!!!!
ResponderExcluirSem dúvida é um lugar espetacular.
ExcluirLindo seu registro meu amigo carioca.......saiba que esta gaucha t orgulho em fazer parte de seu mundo......Parabéns pois melhor registro no há. ...abc
ResponderExcluirObrigado por sincera congratulação.
ExcluirMuito bom seu registro, isto mostra como todas as ações fazem a diferença para que cresçamos em nosso estudo e em nossas relações!!!
ResponderExcluirConcordo. Estas atividade de Campo de GEOGRAFIA enriquecem nossos conhecimentos e promovem novas amizades.
ExcluirAmei!!!Quero muito ir novamente nessas praias!!!
ResponderExcluirEspero que sim Thays...
ExcluirO lugar compensa todo sacrifício. Torço para que tenha uma segunda oportunidade.
Assino: Muito lindo!
Comentário marcante!
ResponderExcluirObrigado João.
ExcluirA experiência das Prais Selvagens é inesquecível.
Olá Maurício!!
ResponderExcluirHavia lido seu relato há algum tempo, mas apenas agora tive tempo de deixar um comentário. Assim como vocês, adorei a experiência deste dia de campo. Primeiro, pelo fato de não conhecer o local, apenas de imagens de satélite. Segundo, pela experiência de estar com vocês. É muito enriquecedora essa troca entre alunos, tutores e professores. Não só vocês aprendem, mas eu também. Espero participar de outros trabalhos de campo e tendo mais tempo podemos planejar algumas práticas para exercitar o olhar geográfico de vocês.
Abraços!!
Verdade...
ExcluirTodos aprendemos muito nestas atividades de campo. É a plena extensão dos ensinamentos teóricos.
Nós alunos ficamos muito agradecidos pela sua presença tutora Breylla.
Obrigado.