| Fotografia: Ana Carla - 04/09/2015.
Delírio
alcoólico?
Mal terminou a terceira taça de vinho,
As visões começaram de forma sútil.
Depois se tornaram “reais”. Como?
Eram mulheres belas. Sorriam em
silêncio.
De onde vieram? Como entraram na casa?
Encheu pela quarta vez a taça de vinho.
Sorveu num gole único. Balançou o rosto.
Desapareceram. Mas ficou uma mulher.
Tão linda... Cabelos compridos, tom trigueiro,...
“Quem é você?” – ele indagou curioso.
Ela mirou a taça de vinho desocupada.
“Quer?” – ofereceu vertendo vinho na
taça.
Notou as roupas distantes da mulher.
Vestimentas que pintavam Idade Média.
Imagem de um quadro, época antiga.
“Por que essa fantasia?” “Alguma dança”?
Ela desvaneceu-se num piscar de olhos.
“Cruz credo”! – benzeu-se - “Aonde
foi?...”
Abismado mirou a convidativa taça de
vinho.
Bebeu acanhados goles, tentando decifrar.
Nenhuma resposta e compreensão. Ilusão?
Taça e garrafa esgotada,... Não há mais vinho.
Entorpecido... Cambaleou... Tudo
girando...
“Vocês?”... Dançavam. Elas retornaram?
Arriscou
pôr as mãos, eram intangíveis.
Adormeceu... Nenhum sonho harmônico,
Com as misteriosas e aprazíveis mulheres.
.* * *
Trindade, São Gonçalo 24 de agosto de 2015 –
06h50min.
Maurício
Matos Cunha
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Poema: Delírio alcoólico
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Profundo e belo...
ResponderExcluirObrigado.
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