terça-feira, 11 de agosto de 2015

Poema: Mãe



Imagem ilustrativa  - Crédito: Maurício M. Cunha



Mãe


Mãe ama,
aquele,
que não a ama.
Mãe sofre,
por aquele,
que não sofre.
Mãe chora,
por aquele,
que chora sem razão.
Mãe fala,
por aquele,
que não ouve.
Mãe morre,
sem amada,
por aquele,
que só ama,
a quem não deve amar.


Maurício Matos Cunha

Neves, 3 de maio de 1976 - 8h:13min.




Poesia publicada no Jornal: A Região dos Lagos ,15 de maio de 1979, por intermédio do Professor Aldemir Guimarães.



domingo, 9 de agosto de 2015

Lágrimas por uma vida


Lágrimas por uma vida
Prêmio de Edição
e
Publicação no Livro de Antologia: BALCÃO DE POESIAS
 1992  
Editora Litteris





Imagem ilustrativa: Crédito: Maurício M. Cunha


Lágrimas por uma vida


A menina tinha apenas três aninhos,

compreendeu que a árvore é bonita

Ficou contemplando somente os galhinhos,

e quase imóvel comparou com sua fita.


Uma branca com bolinhas cor do céu.

Lembrou foi ali que mostrou aos amiguinhos,

com alegria chupando balas de mel,

perto daquela árvore, cheia de raminhos.


Não muito longe estava um ecologista

admirando-a reflexivo, mas, radiante…

Àquela árvore espelhando, linda vista.


O homem, a menina, não eram parentes.

Mas, harmonizavam-se naquele instante.

Com muitos transeuntes absortos, ausentes.



Imponente, majestosa, velha mangueira…

Era àquela árvore no centro da praça

Jubilosa, ingênita na sua maneira.

Ainda transmitia uma deslumbrante graça.


O ecologista que via à árvore foi embora.

A menina brincou com um cão de raça,

também se foi junto com uma senhora

ficando a mangueira muito só… na praça.


Fez o ecologista d’árvore: Razão.

Sentiu a menina naquele instante: Amor.

Um doce infantil amor sem reflexão.


Dias depois, a sensível menina chora…

Vê o ecologista com muita dor

A mangueira caída, seu tronco uma tora.




* * *

Maurício Matos Cunha

Neves, São Gonçalo, RJ, 1991.




No ano de 2012, vinte e um anos depois da inspiração dessa poesia, a Prefeitura de Manaus cortou uma grande mangueira no Largo de São Sebastião em frente a Casa das Artes, alegando que estava "doente", segundo assessoria haveria plantio de nova muda. As toras expostas causaram muita indignação nos manauaras.



Imagem ilustrativa - Crédito: Maurício M. Cunha

Tempos contemporâneos experimentamos criminosas queimadas na Floresta Amazônica, devastação da Mata Atlântica, destruição do Pantanal e tantos outras agressões à natureza. 
Meu coração chora ao saber que não deixaremos como Herança um belo e verdejante mundo de vida para nossos descendentes.
Eles irão nós culpar.
E estarão com absoluta razão.
Mauricio Matos Cunha 
04/06/2020


* Segundo dados do INPE até o primeiro semestre de 2020, o desmatamento na Floresta Amazônica subiu para 22% e a flexibilização de políticas contra os invasores, favorecem essas práticas ilegais.  
O biólogo Mario Moscatelli (06/06/2020), revelou que as construções irregulares nas Reservas de Matas Atlântica na Cidade do Rio de Janeiro, impactam a Preservação Ambiental e poluem a Lagoa da Barra da Tijuca, sem nenhum impedimento das autoridades competentes.

Reportagens sobre mangueira cortada em Manaus:




PRAIA DE PIRATININGA

Praia de Piratininga, desde meus tempos de garoto sou apaixonado por está linda e aprazível orla. Situada entre o Oceano Atlântico, Serra Grande e o Morro da Viração. Considero um dos litorais mais encantadores de Niterói, RJ. Proporciona uma belíssima vista para o Cristo Rendedor e Pão de Açúcar (cidade do Rio de Janeiro).


Praia de Piratininga (Praião) - Crédito: Ana Carla - 2015.


Praia de Piratininga


Nestas águas cristalinas, ondas barulhentas
sob um sol quente de verão.
Sempre vejo “sereias” se bronzeando,
sobre as areias alvas.
Na verdade são belíssimas
mulheres de biquínis ínfimos.
Mostram seus corpos espetaculares.
Belas flores passageiras ornamentando
o que é bonito por natureza:
A maravilhosa Praia de Piratininga.

Maurício Matos Cunha


Praia de Piratininga - Crédito: Maurício M. Cunha - 15/01/2020.

Piratininga na língua Tupi-guarani – significa: “pira” (peixe), “tininga” (seco), ou seja, “praia Peixe Seco”, Provavelmente os primitivos habitantes associaram nome aos peixes que ficavam encalhados nas areias entre a praia e Lagoa, está suposição e apenas uma interpretação do autor do poema, não há comprovação.

Praia de Piratininga na verdade são duas praias: Praião - maior extensão, com ondas muito fortes e Prainha – menos extensa com ondas mais calmas. Totalizam 2,7 Km (maior praia de Niterói).

A Praia de Piratininga se localiza no entorno da lagoa que leva o mesmo nome, aliás uma belíssima Lagoa que está sendo destruída pela poluição, invasão de ocupações nas suas margens e fechamento do canal direto para o mar que até a presente data não foi reaberto por obras sem planejamento e inacabadas. 



Praia de Piratininga (Prainha) - Crédito: Maurício M. Cunha - 22/12/2019